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Visão da pandemia

Bolsonaro ataca Coronavac e quer fim do uso obrigatório de máscaras

O chefe do Executivo pontuou que a estimativa feita pelo governo é de que o país vai ter que conviver com o vírus do coronavírus e, "infelizmente, ele veio para ficar"

Publicado em 23 de Agosto de 2021 às 11:35

Agência Estado

Publicado em 

23 ago 2021 às 11:35
Após um ano de pandemia de Covid-19, presidente Jair Bolsonaro passou a usar máscara
Após um ano de pandemia de Covid-19, presidente Jair Bolsonaro passou a usar máscara, mas continua a criticar eficiência e em certas ocasiões não adere ao equipamento de segurança Crédito: Marcos Correa/PR
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que "pede a Deus" e "torce" pela efetividade das vacinas contra a Covid-19, mas há alguns imunizantes que "não estão dando certo". Ao comparar vacinas com o "tratamento precoce", o chefe do Executivo afirmou que ambos são experimentais e estão sendo usados de forma emergencial.
Segundo ele, nesta segunda-feira, dia 23, ele vai se reunir com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para discutir a desobrigação do uso da máscara. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Nova Regional, do Vale do Ribeira (SP)
O chefe do Executivo pontuou que a estimativa feita pelo governo é de que o país vai ter que conviver com o vírus do coronavírus e, "infelizmente, ele veio para ficar". Para isso, Bolsonaro afirmou que vai se encontrar com Queiroga para dar "solução a esse caso". A reunião, no entanto, não consta na agenda oficial do presidente.
Segundo ele, o país deve aprender a conviver com o vírus e, por isso, será debatida, mais uma vez, a obrigatoriedade do uso de máscara. Na semana passada, Queiroga afirmou que não defende o uso obrigatório do acessório.
"Talvez tenha uma data a partir de hoje", afirmou Bolsonaro sobre o uso facultativo da máscara. Apesar da pressão em cima do ministro, o presidente enfatizou que, pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e municípios podem manter o uso obrigatório. Bolsonaro voltou a dizer que pediu estudo sobre fim da obrigação do uso do acessório.

CORONAVAC

O presidente aproveitou o tema para fazer críticas contra seu rival político, João Doria (PSDB), e a vacina da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. Segundo ele, pessoas que foram imunizadas com as duas doses do imunizante continuam morrendo pela doença.
"Uma chinesa aí", se referiu o chefe do Executivo, a exemplo da morte do ator Tarcísio Meira. Bolsonaro, então, cobrou pronunciamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Butantan sobre as mortes após as doses. "A população tem direito de saber da real efetividade da vacina", destacou. Segundo ele, o Brasil deve terminar a imunização antes dos Estados Unidos.
Bolsonaro ainda afirmou que vacinas "não têm comprovação científica 100%, ou 99%, apontando que ela dá resultado", e destacou os efeitos colaterais dos imunizantes.

EMPREGO

O presidente defendeu que o País caminha bem na criação de postos de trabalhos da economia formal, mas "deixa a desejar" sobre a criação de empregos informais. Segundo ele, o governo federal conseguiu manter o nível de emprego formal, mas culpou os governadores pelo desemprego.
Ao reforçar crítica às medidas adotadas por governadores durante a pandemia da covid-19, o chefe do Executivo culpou os chefes de Executivos estaduais e disse que a população "foi obrigada a ficar em casa e perdeu praticamente toda a sua renda", disse à Rádio Nova Regional. Mesmo com o cenário econômico, Bolsonaro defende que o País foi um dos que menos sofreu impactos. Segundo ele, o Brasil está criando aproximadamente 250 mil novos empregos por mês.
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