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Na Fiesp

Bolsonaro: 'após anos na Câmara, digo que a melhor reforma é a aprovada'

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que pretende aproveitar o êxito de sua agenda econômica para 'buscar ir mais fundo nas reformas', e que conversa com o ministro Paulo Guedes (Economia) sobre as propostas

Publicado em 03 de Fevereiro de 2020 às 16:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 fev 2020 às 16:59
Presidente da República, Jair Bolsonaro Crédito: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que pretende aproveitar o êxito de sua agenda econômica para "buscar ir mais fundo nas reformas", e que conversa com o ministro Paulo Guedes (Economia) sobre as propostas.
"Discuti com ele sobre as reformas econômicas. Após 28 anos na Câmara sem aprovar nada, eu digo que a melhor reforma é a que será aprovada", afirmou Bolsonaro.
A declaração foi dada durante almoço em homenagem a ele na sede da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), nesta segunda-feira (3), em São Paulo.
Ele não citou nenhuma reforma específica e nem o que considera prioridade para o governo. Estão no Congresso desde o ano passado três PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que mudam o funcionamento do Estado.
Bolsonaro falou logo após o presidente da federação, Paulo Skaf. E disse que Skaf "conseguiu um emprego" de porta-voz em seu governo.
Segundo Bolsonaro, Skaf tocou em todos os pontos "que tem feito a diferença no Brasil".
Durante seu discurso, o presidente da Fiesp chamou a atenção para os números positivos da economia e destacou o otimismo dos industriais.
Skaf também afirmou que a Fiesp "nunca se meteu em política partidária", mas justificou o apoio ao presidente Bolsonaro porque a a "agenda do governo coincide com a agenda da indústria".
Presidente da entidade desde 2004, Skaf está no centro de uma disputa política dentro da Fiesp. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou uma insatisfação de associados com o alinhamento a Bolsonaro e com a militarização da federação. Depois disso, grandes executivos vieram a público relatar insatisfação com o comando da Fiesp.
Após elogiar Skaf, Bolsonaro repetiu que, embora não entenda de economia, como presidente é o técnico dos ministros que entram em campo com o conhecimento.
"Entreguei nas mãos do Guedes, mas converso quando tem alguma coisa não concordo. Quando ele falou que queria aumentar o imposto da cerveja, apesar de não ser um amante desse esporte, me coloquei contra e ele prontamente atendeu", disse.
Bolsonaro também disse que se reuniu no último domingo (2) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
"Conversamos sobre reforma administrativa que está para chegar. Ele tem se mostrado mais do que simpático, ele quer ser protagonista nesta questão", disse o presidente.
Também estavam presentes no evento os filhos do presidente Bolsonaro o senador Flávio e o deputado Eduardo, os ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub, que comandam as pastas do Meio Ambiente e da Educação, respectivamente, e a secretária especial de Cultura, Regina Duarte.

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