Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro admite que pode tomar a vacina contra o novo coronavírus
Mudou de ideia?

Bolsonaro admite que pode tomar a vacina contra o novo coronavírus

A declaração, ao contrário da linha que o presidente vinha adotando, aconteceu durante uma conversa com apoiadores na noite desta sexta-feira (05), em Brasília

Publicado em 06 de Março de 2021 às 10:22

Maria Clara Leitão

Publicado em 

06 mar 2021 às 10:22
Jair Bolsonaro na inauguração da Ferrovia Norte-Sul, Trecho São Simão, em Goiás
Jair Bolsonaro na inauguração da Ferrovia Norte-Sul, Trecho São Simão, em Goiás Crédito: Alan Santos/PR
Pela primeira vez, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu a possibilidade de tomar a vacina contra o novo coronavírus. A declaração, ao contrário do que vinha adotando contra a obrigatoriedade, aconteceu durante uma conversa com apoiadores na noite desta sexta-feira (05), em Brasília.
“No meu caso, o pessoal fica perturbando ‘tome a vacina’. O que é vacina? Não é um vírus morto? Eu já tive o vírus vivo. Então estou imunizado. Deixa outro tomar a vacina no meu lugar”, afirmou durante a conversa.
Entretanto, durante a mesma fala, Bolsonaro acabou admitindo a possibilidade da imunização. “ Lá na frente, depois de todo mundo, se eu resolver tomar, porque no que depender de mim é voluntário, não pode obrigar ninguém a tomar vacina, eu tomarei”, declarou o presidente.
Durante um evento em dezembro do ano passado, em meio às negociações da compra de imunizantes, Bolsonaro chegou a dizer que não tomaria a vacina por já ter sido contaminado pela doença. "Eu não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém achar que a minha vida está em risco é problema meu", alegou. 
Na mesma ocasião, o mandatário criticou a obrigatoriedade da imunização no país. "Já tenho anticorpos. Pra que tomar a vacina de novo?".

QUEM JÁ TEVE COVID-19 TAMBÉM TEM QUE SE VACINAR

Ao contrário do que disse o presidente da República, quem já teve Covid-19 também tem que se vacinar. A imunidade de quem já foi infectado dura alguns meses, não se sabe ao certo quanto. Além disso, não é descartado o risco de reinfecção. Outra questão é que a imunização resultante da vacinação deve ter maior duração do que a provocada pela infecção natural.
Nem sempre ter tido a doença, e ter sobrevivido, é melhor do que a vacina. Por exemplo: quem já teve gripe uma vez pode ficar gripado novamente.
Também deve-se ressaltar que há variantes do novo coronavírus em circulação. E, mais uma vez, ao contrário do que disse Bolsonaro, se uma pessoa decide não se vacinar isso não é apenas um risco à vida da própria pessoa. Se um alto percentual recusar a imunização, o vírus continua circulando de forma significativa, possibilitando que sofra mutações, com o surgimento de novas variantes. E há um risco de que novas cepas sejam resistentes às vacinas. 
Ou seja, quem não se vacina coloca em risco as outras pessoas, inclusive as que se vacinaram.
* Com agências
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Evento do PL em Vitória com Flávio Bolsonaro
No Ceará, Flávio Bolsonaro diz querer ser reconhecido como o 'novo Visconde de Mauá'
Imagem de destaque
Por que julgamento do caso Moraes no STF pode ser retomado só em 2027
Professora em sala de aula
Número de professores jovens no país cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados