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2 meses depois

Após tragédia, Capitólio (MG) anuncia reabertura parcial de visita a cânions

Liberação para retorno do turismo acontece após a investigação da Polícia Civil concluir que o acidente aconteceu por causas naturais

Publicado em 25 de Março de 2022 às 11:01

Agência FolhaPress

Publicado em 

25 mar 2022 às 11:01
O prefeito do município de Capitólio (MG), Cristiano Geraldo da Silva (PP), publicou um decreto que autoriza a reabertura parcial da visitação aos cânions da cidade na próxima quarta-feira (30). O atrativo estava fechado desde o dia 8 de janeiro, quando um paredão de rochas se desprendeu dos cânions e caiu sobre lanchas que passeavam com turistas. Dez pessoas morreram no acidente.
Imagens do dia anterior mostram pedra que deslizou em Capitólio
Imagens do dia anterior mostram pedra que deslizou em Capitólio. Crédito: Herbert Claros
De acordo com a prefeitura, o objetivo é fazer uma reabertura parcial com responsabilidade e sustentabilidade. Após a conclusão de estudos geológicos que estão em andamento, será realizado um plano final de monitoramento da região.
A liberação para retorno do turismo acontece após a investigação da Polícia Civil concluir que o acidente aconteceu por causas naturais. No início do mês, o inquérito foi finalizado e determinou que não houve influência humana na queda do paredão que causou a tragédia.
Conforme a perícia geológica realizada pela corporação, a queda do paredão foi causada pela correnteza na parte inferior das rochas e também pela ação do vento e das chuvas na parte superior do bloco que se desprendeu. De acordo com Otávio Guerra, perito em geologia da Polícia Civil, não é possível dizer exatamente há quanto tempo o paredão de rochas vinha sendo desgastado pela correnteza provocada pela cachoeira, pela chuva e pelo vento.
Os passeios de lancha na região, um dos principais atrativos turísticos da cidade, estavam proibidos desde o dia do acidente.
O paredão que se desprendeu e caiu sobre as embarcações tinha cerca de 900 toneladas, conforme cálculos da Polícia Civil. No momento do acidente, havia no local oito lanchas e uma moto aquática. As dez vítimas fatais estavam em uma embarcação chamada Jesus. Eram nove turistas e o piloto que conduzia a lancha.

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