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No Rio de Janeiro

Anestesista é indiciado por mais dois crimes e Conselho suspende registro

Andres Eduardo Oñate Carrillo foi indiciado pela Polícia por estupro de vulnerável e exercício ilegal da profissão; ele está impedido de exercer a medicina no Brasil

Publicado em 26 de Janeiro de 2023 às 15:31

Agência FolhaPress

Publicado em 

26 jan 2023 às 15:31
Anestesista colombiano é indiciado por estupro em hospital da UFRJ
Anestesista colombiano é indiciado por estupro em hospital da UFRJ Crédito: Reprodução | Redes Sociais
A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu nesta quinta-feira (26) mais um inquérito contra o médico colombiano Andres Eduardo Oñate Carrillo por estuprar e gravar pacientes sedadas. Com isso, ele foi indiciado por mais dois crimes: estupro de vulnerável e exercício ilegal da profissão.
Também nesta quinta, o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) aplicou uma interdição cautelar, suspendendo temporariamente o registro profissional do médico. A decisão, por unanimidade, impede que o colombiano exerça a medicina no Brasil.
De acordo com a investigação, à época do crime, em 2020, Andres não tinha registro no Cremerj.
"A medida é um recurso do Conselho para proteger a população e assegurar a boa prática médica no estado do Rio de Janeiro. Paralelamente a isso, o processo de Andres Carrillo está em andamento e corre em sigilo, seguindo todos os ritos obrigatórios do Código de Processo Ético-Profissional. As punições previstas em lei vão de advertência até cassação definitiva do registro", diz a nota do Conselho.
Na segunda-feira (23) ele já havia sido indiciado por estupro de vulnerável em um caso que aconteceu no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ainda há um terceiro inquérito em apuração na DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima).
As investigações contra Andres tiveram início em dezembro de 2022, quando a Polícia Civil recebeu informações do Sercopi (Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil) da Polícia Federal sobre um acervo de 20 mil arquivos de pornografia infantil nos computadores do médico, incluindo imagens de bebês com menos de um ano.
A reportagem tenta contato com o advogado Mauro Fernandes da Silva, que representa o profissional de saúde. Caso a defesa do investigado queira se manifestar, esta nota será atualizada.
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