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Brasil

5 dicas para ajudar crianças e adolescentes na mudança de escola no meio do ano

Embora a quebra de ciclo possa gerar insegurança, pequenas atitudes em casa podem tornar a mudança mais tranquila

Publicado em 11 de Agosto de 2026 às 17:14

Portal Edicase

Publicado em 

11 ago 2026 às 17:14
Atitudes simples da família podem tornar a mudança de escola mais leve e segura (Imagem: Monkey Business Images | Shutterstock)
Atitudes simples da família podem tornar a mudança de escola mais leve e segura Crédito: Imagem: Monkey Business Images | Shutterstock

Mudar de escola no meio do ano letivo pode causar estresse, queda no rendimento acadêmico e receio de não ser acolhido pelos novos colegas. Segundo Meire Nocito, mestre em Psicologia da Educação e diretora institucional educacional do Colégio Visconde de Porto Seguro, algumas atitudes da família podem tornar esse processo de transição mais leve e seguro.

A seguir, confira as orientações da especialista!

1. Priorize o acolhimento emocional

Validar os sentimentos e as preocupações da criança ou do adolescente diante da chegada a uma nova escola é uma atitude importante de acolhimento. Segundo Meire Nocito, é importante não tentar “negar” o desconforto de imediato.

“É normal sentir medo ou insegurança diante do desconhecido. Os pais devem praticar a escuta ativa, considerando aspectos relevantes abordados pelo seu filho nesse momento de transição, e aproveitar esse espaço de diálogo para pontuar as oportunidades que costumam acompanhar esse processo de mudança”, orienta.

2. Dê atenção à adaptação social

O sentimento de pertencimento à nova escola deve receber um olhar cuidadoso durante o processo de adaptação. Relatos sobre novos amigos, atividades interessantes e educadores considerados boas referências podem indicar a construção de vínculos positivos.

“Nos primeiros dias de aula, promova momentos de descontração em família, para que naturalmente seu filho conte as experiências vividas na escola. O fator segurança é fundamental para que o aprendizado ocorra no ambiente escolar. O ser humano precisa se sentir socialmente seguro para conseguir aprender”, ressalta Meire Nocito.

Traçar uma proposta de orientação de estudos junto à coordenação pedagógica é essencial para evitar possíveis defasagens de aprendizagem (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)
Traçar uma proposta de orientação de estudos junto à coordenação pedagógica é essencial para evitar possíveis defasagens de aprendizagem Crédito: Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock

3. Mantenha uma parceria com a nova escola

Alinhar as expectativas de aprendizagem para o aluno que ingressa na metade do ano letivo é um fator relevante. Com um plano de ação pautado nas necessidades e demandas específicas do estudante, é possível apresentar uma proposta de orientação de estudos e evitar defasagens no processo de aprendizado de novos conteúdos.

“Agende uma conversa com a coordenação pedagógica ou orientação educacional da escola, para compartilhar os desafios pedagógicos do seu filho e traçar um plano de ação eficiente para eventuais defasagens”, destaca a especialista.

4. Preserve a estabilidade da rotina em casa

Manter um ambiente doméstico previsível pode funcionar como um porto seguro diante das mudanças externas. Preservar a rotina, respeitando os horários de sono, refeições e atividades extracurriculares, ajuda a proporcionar conforto e segurança à criança e ao jovem durante o período de transição.

5. Equilibre novos e antigos vínculos

Estimular a criação de novos vínculos sem interromper de forma abrupta o contato com os amigos da escola anterior pode diminuir o sentimento de perda. A orientação é promover encontros e contatos com os antigos colegas e, paralelamente, incentivar o convívio dos novos amigos em casa.

Para Meire Nocito, nem sempre é possível evitar que os filhos passem por momentos difíceis ou mudanças ao longo da vida escolar. Porém, novas escolhas podem ampliar o universo de experiências e vínculos, enquanto a presença e o acompanhamento dos pais são importantes para ajudar os filhos a superar desafios e vislumbrar novas oportunidades de desenvolvimento socioemocional e cognitivo.

Por Isabella Kemen

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