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Vitor Vogas

Blocão da oposição ganha liga no Estado

Casagrande, Luciano, Luiz Paulo, Majeski, Rose e outros no mesmo "movimento"

Publicado em 07 de Março de 2018 às 22:36

Públicado em 

07 mar 2018 às 22:36
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Crédito: Amarildo
Um polo de oposição ao governo Paulo Hartung (PMDB) vem se formando não é de hoje no Espírito Santo. Desde meados de 2017, há uma série de sinais de que agentes como Renato Casagrande (PSB), Luciano Rezende (PPS), Rose de Freitas (PMDB), Luiz Paulo (ex-PSDB) e Sergio Majeski (de saída do PSDB) devem caminhar juntos contra o atual governo na eleição dete ano, ainda que divididos em mais de uma candidatura. O que até então tinha contornos pouco nítidos ganhou materialidade na noite da última terça-feira, no ato organizado pelo PPS, para filiar Luiz Paulo e o deputado estadual Josias da Vitória (ex-PDT), também opositor de Paulo Hartung.
No conjunto, as falas de todos convergiram para essa ideia de união em um “projeto alternativo” para derrotar o grupo atualmente no governo. Uma das expressões mais repetidas foi “junção de forças”. E esta ganhou concretude na formação da mesa do evento. Tirando Rose, todos os políticos citados estiveram lado a lado, além de outros como Fabrício Gandini (PPS), Lenise Loureiro (PPS), Vinícius Simões (PPS) e Freitas (PSB). O prefeito de Vila Velha, Max Filho (também de saída do PSDB), também passou por lá. E Rose, mesmo ausente, deu um jeito de fazer-se presente, sendo citada por Da Vitória e ourtos. Segundo o deputado, ela será presença certa na convenção do PPS marcada para sábado, em mais um sinal do estreitamente de laços.
“Para alegria e tristeza de muita gente, decidimos no ano passado fazer uma estratégia de junção de forças, que já tem dado resultados, como estas filiações”, discursou Luciano, o anfitrião.
Luiz Paulo reforçou a conclusão de que todos ali fazem parte de um mesmo projeto, ao frisar, na 1ª pessoa do plural, a necessidade de eles apresentarem um “projeto melhor” aos capixabas, antes de se preocuparem com disputas pessoais. “Não temos que pensar só em derrotar A, B, C. Temos que ter capacidade de apresentar um projeto melhor (...) para responder às perguntas que um projeto de poder que aparentemente só pensa em se reproduzir não consegue responder.”
Por sua vez, Da Vitória criticou o “governo sem diálogo” de Hartung – mesma linha seguida por ele na prestação de contas de Hartung na Assembleia, seis dias antes – e afirmou que algumas pessoas que gostariam de ter ido ao mesmo evento não o fizeram por medo – implicitamente, medo de alguma retaliação do governo. “Temos que libertar o Espírito Santo dessas pessoas que, há muito tempo, se não estivesse com eles, você estava com o crime organizado. E hoje, se não estiver com eles, não conduz o Estado com responsabilidade.”
Já Casagrande, embora ainda evite bater martelo sobre candidatura, fez o que pode ser considerado um ensaio de discurso como pré-candidato a governador. Também falando o tempo todo em “projeto” e “movimento” em comum, rebateu críticas fequentes de Hartung a seu governo, reiteradas na Assembleia seis dias antes. “Deixamos o governo com endividamento baixo, dinheiro em caixa e nenhuma denúncia de corrupção. Essa é a nossa diferença para o Rio.”
Numa prévia do que podemos (re)ver a partir de agosto, o ex-governador defendeu-se e partiu para o contra-ataque. “Nosso projeto tem responsabilidade com o dinheiro público, ética, transparência. É um projeto que tem responsabilidade, mas, além da responsabilidade, tem democracia. Temos que sepultar de vez no Espírito Santo a arrogância, a prepotência, o autoritarismo, a falta de diálogo. Esse comportamento arrogante e prepotente leva muitas famílias a sofrerem. Levou, por exemplo, a um aprofundamento da manifestação de fevereiro de 2017. É isso que acontece quando um projeto político não tem capacidade de dialogar com a sociedade", disse o ex-governador.
"Nosso movimento no Estado tem sensibilidade social. Temos que sepultar o atraso, a prática de paralisar obras só para atingir adversários, a prática de descontinuar programas de governo, essa prática ultrapassada que faz com que a população sofra muito no Espírito Santo.”
Conclusões: 1) Quem quer que seja(m) o(s) candidato(s), o bloco de oposição está montado. 2) Casagrande praticamente disse, sem dizê-lo, que se prepara para enfrentar Hartung nas urnas. O discurso já está pronto. Se eventualmente ele optar por outro rumo, pode emprestar o seu rascunho para um dos aliados na mesa. Ou até fora dela.
Hartung: “Há oposição”
No último dia 28, após cinco horas prestando contas aos deputados no plenário da Assembleia e debatendo com alguns opositores, o governador Paulo Hartung reconheceu: existe oposição a seu governo no Estado, hoje. “Claro! Vocês dão ela todo dia, com intensidade. E é bacana... Tem uma oposição. Mas tem um governo. Tem um governo, que tem propósito, que debate as coisas, que explica as coisas para a população com franqueza, com clareza. Nossa arma é a verdade.” Em tempo: uma oposição tão articulada a Hartung no Palácio é fato inédito desde que ele ali chegou, em 2003.
Euclério: “Vou pro PSB”
Candidato à reeleição, o deputado estadual Euclério Sampaio anuncia: “Vou me filiar ao PSB. Pode publicar”. Bem, está publicado.
Alinhado a Casagrande
Assim, o parlamentar – um dos poucos membros da oposição ao governo Paulo Hartung na Assembleia – formaliza seu alinhamento político com o ex-governador Renato Casagrande, maior líder do PSB no Espírito Santo. Euclério protocola hoje seu pedido de desfiliação do PDT.
Gilsinho fica no PR
Cotado para trocar de legenda na janela para trocas partidárias, o deputado estadual Gilsinho Lopes decidiu continuar no Partido da República (PR), comandado no Espírito Santo pelo senador Magno Malta. A informação sobre a permanência dele é confirmada por um auxiliar direto do deputado e também pela assessoria de Magno. Após certo estremecimento, os dois se reaproximaram nas últimas semanas. Gilsinho é pré-candidato a deputado federal.
Gildevan, o filho pródigo
Decidido a sair do PMDB, o deputado estadual Gildevan Fernandes afirma que, se depender dele, retorna para o Partido Verde. “Ainda é um movimento muito tímido. Mas minha vontade é voltar para o PV.” Ele é pré-candidato à reeleição.
A tropa de Givaldo
Recém-chegado ao PCdoB, o deputado federal Givaldo Vieira levará outros quadros petistas com ele. E deve buscar puxar o partido para o lado de Casagrande na eleição majoritária.
O conselheiro Rodrigo Chamoun exibe o seu acervo sobre Winston ChurchillCena Política
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Rodrigo Chamoun, anda empolgadíssimo com a história de Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, retratado com maestria, no filme “O Destino de uma Nação”, pelo ator britânico Gary Oldman, ganhador do Oscar pela atuação. Chamoun diz que deve ter o maior acervo do Espírito Santo sobre Churchill. Seu gabinete é decorado com uma escultura de Churchill e um retrato do grande premiê pintado pelo próprio conselheiro. Está tão empolgado que prometeu aos colegas levar ao tribunal tudo o que tem sobre o ídolo. Tudo bem, Churchill é mesmo um dos maiores estadistas do século XX, mas... será caso de obsessão?

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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