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As tragédias vêm de todos os lados

As tragédias vêm das rodovias, fragilizam a saúde, vitimizam a cultura e põem em risco a democracia

Publicado em 28 de Setembro de 2018 às 21:33

Públicado em 

28 set 2018 às 21:33

Colunista

Tragédias nas estradas

Rômulo Augusto Penina*

A vida é bela para quem sabe viver. Assim nos ensinou o amigo Américo Menezes, que inclusive criou o Clube da Amizade e já ultrapassou os 100 anos. Mas os últimos tempos não têm sido fáceis e as tragédias tomam conta do cotidiano, distorcendo esse ensinamento.

E as mulheres continuam sendo as maiores vítimas. O sofrimento delas e de seus familiares não tem limite. E nem passa rápido. É o caso de Milena Gottardi, assassinada de maneira brutal e um ano após o fato o crime permanece na memória. Alguém diz que a “morte é o salário dos inocentes”. Pode até ser! Não bastasse a violência, as drogas também fazem desaparecer uma parte da juventude: “droga livre, criminosos soltos”. Deus não nos dá a violência, mas sim a paz, que anda meio esquecida.

Mas as tragédias vêm de vários lugares, como das nossas rodovias da morte, como o lamentável acidente com um grupo folclórico de Domingo Martins, na BR 101, há cerca de um ano também. Da cidade, também clamamos pelos irmãos assassinados e vítimas de todo o tipo de violência em morros de Vitória.

Outras tragédias vitimizam em cheia nossa cultura, como o incêndio no Museu Nacional (viva o Museu Solar Monjardim); fragilizam nossa saúde, como o pó preto (quando acaba?); atrasam a mobilidade, como a Leitão da Silva; e põem em risco a democracia (como a facada num candidato à presidência). Somos todos da luta pela dignidade moral. “A classe política e seus líderes têm que ter caráter”.

Esquecemos por um tempo as mazelas na sociedade e lembremos do amigo Albuíno Azeredo, grande líder e que faleceu recentemente: “aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós e permanecem vivos em nossos corações”.

Aproveitamos também para exaltar, com prazer, a felicidade e orgulho pelos 90 anos da Rede Gazeta. Viva Cariê!

*O autor é ex-reitor da Ufes

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