A pandemia despertou uma crise sanitária sem data para se encerrar. Uma situação nova no mundo, que obrigou todos os países a buscarem soluções para essa nova realidade.
De uma coisa todos sabemos: é preciso produzir para manter empregos, gerar riquezas, para manter a dignidade da população. A grande questão é: como fazer isso movimentando o turismo em meio a essa crise sanitária? E de forma segura? Seria essa a grande oportunidade de destacar o Espírito Santo como um destino “sanitariamente” seguro?
O turismo é uma atividade econômica transversal. Perpassa muitos setores da economia. A saúde, o comércio, o terceiro setor, os serviços públicos, o entretenimento, entre outros, precisam funcionar adequadamente para beneficiar o morador e, consequentemente, o turista. Assim se constroem destinos turísticos de sucesso.
Nesse momento, administrar os destinos turísticos com diretrizes públicas claras, seguras e favoráveis à atividade econômica se faz necessário e essencial para o futuro de muitos destinos. Aliados a isso, é preciso haver empresários empenhados em cumprir as medidas necessárias para tornar seus ambientes seguros e, principalmente, uma população consciente, confiante nas medidas e que perceba na atividade do turismo – realizada de forma segura para o atual momento – uma saída para a crise econômica, movimentando a economia e trazendo divisas.
Temos exemplos de destinos que adotaram quarentena ou mesmo lockdown desde o início e começam a retomar as atividades do turismo. No mundo, podemos nos inspirar em Portugal e Alemanha; no Brasil temos os exemplos das Serras Gaúchas e de Maceió, que já preparam diretrizes para o retorno da atividade; e, por aqui, temos Caparaó e Itaúnas, que já mostram o empenho com a elaboração de protocolos sanitários, feitos com os órgãos competentes, o que deve atrair turistas por se mostrar um destino seguro para as atuais exigências.
Afinal, para acalentar um pouco esses dias difíceis de isolamento social, nada melhor do que mudar de ambiente, de forma segura. Por isso, é fundamental que o governo do Estado e os municípios incluam o turismo na suas pautas, com urgência.
*O autor é empresário do Turismo e conselheiro do Unidestinos Brasil