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Perla Akiyama

Artigo de Opinião

É médica-veterinária da Lifepet
Perla Akiyama

Ovo de Páscoa: por que não devemos oferecer chocolate aos pets?

Todo cuidado é pouco principalmente nesta época do ano, em que recebemos, presenteamos e possuímos em nossas casas uma maior quantidade de chocolate na forma de ovos e bombons
Perla Akiyama
É médica-veterinária da Lifepet

Publicado em 06 de Abril de 2023 às 14:00

Publicado em 

06 abr 2023 às 14:00
A Lindt trabalha com 10 tipos de chocolate de nove marcas
Chocolate Crédito: Divulgação
A vida compartilhada entre pets e sua família humana encontra-se disseminada na sociedade moderna, com a participação crescente de cães, gatos e demais espécies domésticas em toda rotina, desde o lar, trabalho, viagens, restaurantes e shoppings.
Assim, é crescente o desenvolvimento de produtos e alimentos que aproximem os pets dos hábitos humanos. E com a chegada da Páscoa, percebemos no mercado os ovos de chocolates próprios para cães. No entanto, quando se trata dos chocolates consumidos por humanos, há riscos para os animais.
O chocolate comum em sua constituição possui além de carboidratos, proteínas, lipídios, as mentilxantinas, como a cafeína e teobromina. Especialmente essa última apresenta um grande potencial tóxico para os pets. Assim, podemos dizer que o chocolate não apenas pode causar sinais de intolerância alimentar, como vômitos e diarreia, mas também de intoxicação, sendo muito mais grave e até letal. A teobromina é tolerada pelos seres humanos, mas nos cães e gatos possui ação direta na musculatura do coração e também atinge o sistema neurológico, podendo inclusive levar a quadros de arritmias cardíacas e convulsões.
Ao contrário dos humanos, os chocolates do tipo amargo ou meio amargo, com porcentagem mais alta de cacau, são potencialmente mais perigosos do que os chocolates ao leite e branco, os quais contêm maior índice de gorduras, para os pets. E quantidades mesmo pequenas podem ser responsáveis por quadros graves. Portanto, não devemos subestimar a gravidade da ingestão de chocolate se o pet apenas ingerir um pouquinho. Leve-o imediatamente ao veterinário para avaliação e medidas clínicas caso ocorra alguma intercorrência.
A intoxicação pode começar a se manifestar entre 6 a 12 horas após a ingestão, e a substância tóxica pode permanecer no organismo do cão por até 24 horas. E caso não haja tratamento clínico adequado, principalmente diante da ingestão de grandes quantidades de chocolate, os sinais clínicos podem levar ao óbito. Quanto mais breve for instituído o tratamento, menores quantidades de teobromina serão absorvidas pelo organismo do pet, levando a manifestações mais amenas e recuperação mais rápida.
Assim, todo cuidado é pouco principalmente nesta época do ano, em que recebemos, presenteamos e possuímos em nossas casas uma maior quantidade de chocolate na forma de ovos, bombons, caixas.
Mantenham esses alimentos longe do acesso dos pets, e conscientizem os familiares, principalmente as crianças, de que por mais que os olhinhos dos nossos cães supliquem por um pedacinho, eles não poderão compartilhar dessa guloseima conosco.
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