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É superintendente do Instituto Euvaldo Lodi no Espírito Santo

Liderança 5.0: o novo pilar da competitividade empresarial

É por isso que o Instituto Euvaldo Lodi do Espírito Santo (IEL-ES) assume um novo posicionamento. Deixamos o modelo tradicional de capacitação para atuar na construção de capacidades organizacionais críticas para o futuro

  • Géssica Germana É superintendente do Instituto Euvaldo Lodi no Espírito Santo
Publicado em 04/03/2026 às 10h00

O que, de fato, garantirá a competitividade das empresas nos próximos anos: mais tecnologia ou melhores líderes? A resposta pode parecer óbvia em um primeiro olhar, uma vez que vivemos um momento em que a inteligência artificial já é uma realidade na rotina das empresas, e a automação e a digitalização avançam a passos largos. Mas a prática revela que tecnologia sem liderança preparada gera eficiência pontual, mas não transformação sustentável.

O mercado global é enfático quando aponta que o futuro da competitividade empresarial passa pelo desenvolvimento de lideranças preparadas para lidar com a complexidade do novo ambiente econômico — uma estratégia de sobrevivência dos negócios com visão de longo prazo.

Estamos diante de uma mudança estrutural. As decisões são cada vez mais orientadas por dados, as cadeias produtivas estão mais integradas, a agenda ESG influencia reputação e acesso a mercados. Além disso, as equipes são híbridas, multigeracionais e mais exigentes quanto a propósito e coerência. Nesse cenário, o líder não é apenas gestor de pessoas; é o integrador de sistemas, culturas e tecnologias.

Ou seja, ferramentas são sim importantes para um diferencial competitivo, porém replicáveis. Mas o que realmente distingue uma organização é sua capacidade de aprender continuamente, adaptar-se com agilidade e transformar estratégia em execução consistente, competência que nasce da qualidade da liderança.

A Liderança 5.0 surge justamente como resposta a essa realidade. Um modelo que integra três pilares inseparáveis: tecnologia, humanidade e sustentabilidade. É o líder que decide com base em dados, sem renunciar à responsabilidade ética; de impulsionar a automação sem ignorar seu impacto nas pessoas; de conectar produtividade a propósito e converter inovação em resultado concreto.

No Espírito Santo, essa discussão ganha contornos ainda mais relevantes. Somos o sexto estado mais industrializado do país, com uma economia que combina empresas robustas, negócios familiares em processo de sucessão e crescente inserção em mercados globais. A indústria representa 28,5% do valor adicionado do Estado e responde por 80,6% das exportações. Ao mesmo tempo, enfrentamos desafios claros, como a formação das novas gerações, fortalecimento da média gestão, adaptação cultural às transformações digitais e a busca por produtividade com responsabilidade socioambiental.

Ignorar essa agenda significa correr riscos estratégicos. É por isso que o Instituto Euvaldo Lodi do Espírito Santo (IEL-ES) assume um novo posicionamento. Deixamos o modelo tradicional de capacitação para atuar na construção de capacidades organizacionais críticas para o futuro. O foco não é apenas oferecer cursos, mas gerar impacto mensurável na gestão, na inovação e na produtividade das empresas.

Data: 29/05/2019 - ES - Vitória - Sede da FINDES na Reta da Penha, em Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
 Sede da Findes na Reta da Penha, em Vitória . Crédito: Ricardo Medeiros

Essa estratégia se concretiza por meio da Academia Findes de Negócios, que atua como plataforma integrada de educação executiva e transformação organizacional. Mais do que conteúdo, oferecemos jornadas estruturadas de desenvolvimento, metodologias aplicadas à realidade industrial, mentoria, projetos práticos e acompanhamento de resultados.

Estamos prontos para acompanhar e acelerar a jornada das organizações rumo à Liderança 5.0. Abrimos o nosso ciclo de 2026 trazendo Amélia Medeiros para discutir o assunto com o mercado capixaba. E estaremos lado a lado com o empresariado, traduzindo tendências em prática, estratégia em execução e aprendizado em performance ao longo do ano.

O momento de decidir os rumos dos negócios é agora. Investir em líderes que unem tecnologia, propósito e execução é investir na própria capacidade de competir, crescer e permanecer relevante. Em um cenário de transformação permanente, liderança é o ativo estratégico da empresa.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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