A tendência aponta para um modelo híbrido, com permanência de parte da vocação logística, mas acompanhado de valorização imobiliária, expansão do setor de serviços e fortalecimento de novas atividades econômicas. Contudo, essa transformação dependerá de fatores complementares, como qualificação dos espaços públicos, segurança urbana, integração entre bairros e planejamento territorial.
Nesse contexto, o debate sobre a revisão do PDM — Plano Diretor Municipal — pode se tornar decisivo para definir o futuro da chamada “Nova Lindenberg”. Atualmente, o projeto encontra-se em análise na Câmara Municipal de Vila Velha, abrindo espaço para propostas capazes de tornar o entorno do Expresso GV mais atrativo ao investimento privado e mais conectado às novas demandas da mobilidade contemporânea.
O Expresso GV, portanto, não deve ser visto apenas como uma obra viária. Trata-se de uma oportunidade estratégica de redefinir o papel de Vila Velha na dinâmica metropolitana da Grande Vitória. Mais do que encurtar distâncias, o projeto pode aproximar oportunidades, estimular investimentos e impulsionar uma nova lógica de desenvolvimento urbano.
A obra é importante. Mas o que realmente fará diferença será a forma como a cidade decidirá se reorganizar a partir dela.