Casos de bullying são cada vez mais frequentes nas escolas brasileiras e tem superado a média internacional. Estudo divulgado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade de Cambridge, aponta que um terço dos estudantes entrevistados sofre bullying nas escolas.
Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico revelam ainda que 29% dos estudantes brasileiros já sofreram enfrentaram o problema. A média da OCDE é de 23%.
Essas pesquisas revelam a importância de entender e combater o bullying em sala de aula. Muitos são os sinais, mas na maioria das vezes adolescentes e crianças reagem com desinteresse pela escola. Apesar de as agressões físicas parecerem mais graves, tanto a saúde física quanto a emocional precisam ser tratadas com a mesmo atenção pelos responsáveis, em casa e na escola.
A atitude do professor deve ser de intervir, enquanto a escola precisa estimular discussões, trazer casos reais para serem analisados com os alunos e acolher os estudantes de maneira que eles se sintam seguros e vejam, na escola, um ambiente propício para serem eles mesmos. Uma escola que não faz um trabalho psicossocial nem atende crianças e adolescentes que sofrem por terem personalidades distintas revela-se dessincronizada com a sociedade.
Já os pais precisam conscientizar o filho que pratica bullying, apontando que essa atitude é completamente inaceitável. A conscientização passa por várias ações: conversas, repreensões em casa e brincadeiras, nas quais a criança expresse seus sentimentos e suas angústias. Não devem deixar de procurar a ajuda de um psicólogo.
A empatia tem importância fundamental para diminuir casos de bullying. É uma das palavras mais importantes para o nosso contexto atual. A empatia é a tentativa de compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar, de forma objetiva e racional, o que sente outro indivíduo. Em resumo, é se colocar no lugar do outro. A partir do momento em que o jovem entende que um determinado tipo de brincadeira lhe faria mal, as chances aumentam de que ele evite agir da mesma maneira.
*O autor é professor, palestrante e autor de livros didáticos