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Sandra Garcia

Artigo de Opinião

Educação

Coronavírus: é hora de pensar em como ação individual afeta o coletivo

Em momentos de incertezas, como este que estamos experienciando, ter habilidades sociais e emocionais é a chave para evitar o surgimento de problemas maiores
Sandra Garcia

Publicado em 18 de Março de 2020 às 14:00

Publicado em 

18 mar 2020 às 14:00
Mãos higienizadas com álcool em gel Crédito: Shutterstock
Desde o anúncio feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o novo coronavírus se tornou uma pandemia, a nossa capacidade de enfrentar adversidades e nos adaptar a um novo cenário foi colocada à prova. Isso porque passamos a encarar uma doença desconhecida e que impactou diretamente na nossa forma de viver em sociedade. E mais: as nossas ações individuais passaram a afetar ainda mais o coletivo.
Em momentos de incertezas, como este que estamos experienciando, ter habilidades sociais e emocionais é a chave para evitar o surgimento de problemas maiores. Características como autoconhecimento, empatia e espírito colaborativo são essenciais em situações de crise. Principalmente em um contexto no qual a atitude de uma pessoa tende a ter um efeito de reverberação em milhares. Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de repensar os nossos comportamentos e analisar o quanto podem ser prejudiciais.
O caminho é a conscientização. Ao entender o nosso papel como cidadãos e a importância de ajudar as pessoas, percebemos o quão fundamentais são as medidas preventivas e, assim, evitamos que a contaminação aumente ou que o vírus ganhe uma nova dimensão. Cabe a cada um tomar decisões de maneira responsável.
Um dos motivos que contribuem para aumentar a preocupação acerca do desenvolvimento de habilidades socioemocionais é o fato de as pessoas não saberem como agir. Na educação brasileira, essas capacidades já são obrigatórias em salas de aula e estão inseridas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Cada vez mais, as crianças estão sendo ensinadas a lidar com as suas emoções por meio de diversos recursos pedagógicos. Os jogos têm se destacado ao proporcionarem diversão ao mesmo tempo em que possuem regras e estratégias que colocam os estudantes em situações do mundo real.
Por consequência, com todas essas inovações, estamos formando jovens preparados para gerenciar suas emoções, manter relações sociais positivas, valorizar o próximo e respeitar à diversidade. Além disso, teremos uma geração criativa e com maior capacidade de improvisação, habilidades que, em situações de crise, são um diferencial.
As escolas agora prepararam o ser humano para o século 21 e o novo coronavírus representa uma oportunidade de aprender importantes lições sobre os desafios de viver em comunidade e prezar pela vida do outro. É colocar na prática o que muitas vezes foi mostrado para os alunos de forma lúdica. Quando começamos a entender o que estamos sentindo, passamos a enxergar as dificuldades por um ângulo diferente e a enfrentamos com tranquilidade e serenidade, tirando muitos aprendizados dos dias difíceis.
*A autora é diretora pedagógica Mind Lab, empresa de soluções educacionais inovadoras
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