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É prefeito de Vitória

Como Vitória deixou de ser refém da velha política

Somente em 2025, foram R$ 708,8 milhões investidos, sendo mais de 80% deste montante com recursos próprios. Isso é soberania. É poder entregar obras sem depender de favores ou da "boa vontade" de repasses externos

  • Lorenzo Pazolini É prefeito de Vitória
Publicado em 19/03/2026 às 10h00

Muitas vezes ouvimos que é impossível equilibrar as contas públicas e, ao mesmo tempo, investir no que as pessoas mais precisam. Dizem que, para cuidar do social, é preciso "afrouxar" o fiscal. Em Vitória, provamos que esse é um falso dilema. A responsabilidade com o dinheiro público não é um fim em si mesmo. É a única ferramenta capaz de transformar a vida da nossa gente com independência e dignidade.

Hoje, os números falam por nós. Vitória alcançou o maior investimento “per capita” entre todas as capitais do Brasil: R$ 2.064,00 por habitante. Para se ter uma ideia, esse valor é mais que o dobro do registrado em São Paulo, o segundo colocado (R$ 922,00), e está muito acima da média nacional. Em um cenário onde juros altos e orçamentos engessados sufocam as prefeituras, muitos se perguntam como uma capital de médio porte consegue entregar tanto.

A resposta é simples, embora a execução tenha exigido coragem: fizemos o dever de casa logo no primeiro dia. Não cedemos à tentação do populismo ou ao inchaço da máquina. Tomamos decisões impopulares, mas necessárias. Cortamos cargos comissionados, qualificamos os gastos públicos, revisamos contratos, combatemos privilégios e reduzimos custos de manutenção. Não fizemos isso apenas para economizar, mas para que a prefeitura voltasse a ter fôlego para investir no que realmente importa: políticas públicas que mudaram a vida das pessoas.

O reconhecimento desse esforço veio agora, com a premiação em diversos rankings nacionais, como no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025. Neste indicador, Vitória é a única capital do país com nota máxima em todos os critérios: Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. Ter nota máxima em Autonomia significa que não vivemos de "pires na mão". Temos independência para decidir onde aplicar os recursos porque nossa casa está arrumada.

Mas eu sempre digo: solidez fiscal sozinha não coloca comida na mesa nem garante médico na unidade de saúde. Ela é o alicerce. O que realmente nos orgulha é ver esses números virarem escolas modernas, unidades de saúde equipadas e infraestrutura que melhora o dia a dia nos bairros.

Somente em 2025, foram R$ 708,8 milhões investidos, sendo mais de 80% deste montante com recursos próprios. Isso é soberania. É poder entregar obras sem depender de favores ou da "boa vontade" de repasses externos. Deixamos de ser reféns da velha política e do “toma lá, dá cá”.

Data: 02/01/2020 - ES - Vitória - Sede da Prefeitura Municipal de Vitória - Editoria: Política - GZ
Sede da Prefeitura Municipal de Vitória . Crédito: Carlos Alberto Silva

Esse dinamismo transformou Vitória em uma vitrine de competitividade. Nossa cidade hoje responde por mais de 42% do ICMS arrecadado em todo o Estado — mais do que todos os nossos vizinhos da Grande Vitória somados. Quando a prefeitura investe, paga em dia e cria um ambiente ético e republicano, o setor privado confia, o comércio gira, o emprego aparece e a economia aquece.

Nossa caminhada, porém, não para aqui. Com o "Plano Vitória 2030", estabelecemos uma bússola estratégica para que esse crescimento não seja apenas um ciclo passageiro, mas uma política de Estado, apoiada por investimento nas pessoas e em tecnologia, que promove desenvolvimento e prosperidade.

A lição que Vitória deixa para o país é clara: quando se governa com planejamento, respeito aos impostos pagos pelo trabalhador e foco em resultados concretos, o "futuro" deixa de ser uma promessa de palanque para se tornar a realidade que o capixaba vive e constata todos os dias.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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