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Marihá Lopes

Artigo de Opinião

É psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e doutora em Psicologia Social
Marihá Lopes

Como lidar com a fobia social do fim do ano?

Esse medo não é só sobre interagir; é sobre a sensação de que qualquer erro — real ou imaginado — será visto como um fracasso irreversível. É como estar num palco com holofotes apontados, mesmo quando ninguém está prestando atenção de fato
Marihá Lopes
É psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e doutora em Psicologia Social

Publicado em 26 de Dezembro de 2024 às 14:06

Publicado em 

26 dez 2024 às 14:06
O final de ano chegou trazendo festas, amigo oculto, confraternizações no trabalho e, para muitos, aquele conhecido incômodo social que se disfarça em desculpas como “preciso verificar algo no meu celular”. Para quem enfrenta ansiedade social, esses eventos podem se transformar em verdadeiros campos minados de interações, em que cada olhar, comentário ou risada parece carregar um julgamento implícito.
O que passa na cabeça de uma pessoa ansiosa socialmente nesses momentos? Antes mesmo de chegar, pensamentos como "e se eu não tiver nada interessante para dizer?" ou "e se fizerem perguntas pessoais e eu me enrolar?" já começam a rondar sua mente.
Durante o evento, o desconforto é ainda maior: há um constante monitoramento interno, com frases como “será que estou sendo estranho?”, “minha risada foi exagerada?”, “acho que falei mais do que deveria” ou “acho que ninguém quer falar comigo”. Enquanto isso, o coração acelera, as mãos suam, e a única vontade é encontrar uma saída, para o banheiro ou até a fuga do local, indo embora sem se despedir de ninguém.
Esse medo não é só sobre interagir; é sobre a sensação de que qualquer erro — real ou imaginado — será visto como um fracasso irreversível. É como estar num palco com holofotes apontados, mesmo quando ninguém está prestando atenção de fato. O cérebro amplifica o julgamento dos outros e diminui a própria capacidade de lidar com a situação, criando um ciclo de ansiedade difícil de quebrar.
Mas há solução. Como psicóloga especializada em transtornos de ansiedade social, há 12 anos ajudo pessoas a enfrentarem essas situações com mais leveza e confiança. Usando a Terapia Cognitivo-Comportamental e tecnologias como a realidade virtual, criamos juntos um ambiente controlado para simular desafios sociais. Isso permite que você treine sua segurança antes mesmo de pisar no mundo real, transformando cada evento em uma oportunidade, e não em um pesadelo.
Se você se identificou, saiba que é possível virar o jogo. O melhor presente de fim de ano que você pode dar a si mesmo é começar 2025 livre do peso do julgamento. Afinal, as interações sociais podem ser momentos de conexão genuína — e não de medo.
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