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Antony Moreira

Artigo de Opinião

Cidadania

Avanço no acesso à internet pode reduzir desigualdades

Apesar de os dados apontarem avanços no uso das tecnologias da informação no país, a preocupação inevitável é: e o restante dos brasileiros, em torno de 20 milhões de lares, sem acesso à web?
Antony Moreira

Públicado em 

16 jul 2020 às 10:00
Desigualdade digital reforça outros tantos desequilíbrios sociais e econômicos
Desigualdade digital reforça outros tantos desequilíbrios sociais e econômicos Crédito: Gordon Johnson/ Pixabay
Recentemente, tomamos conhecimento da pesquisa TIC Domicílios, edição 2019, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. O estudo revelou que 74% da população brasileira com 10 anos de idade ou mais é usuária da internet, ainda que 58% desses acessem-na somente pelo celular. Até entre os moradores de regiões rurais, mais da metade, 53%, estão conectados à rede mundial.
Apesar de os dados apontarem avanços no uso das tecnologias da informação no país, em um mundo cada vez mais conectado e dependente de internet para diversas atividades essenciais – e em isolamento social isso se tornou ainda mais patente – a preocupação inevitável é: e o restante dos brasileiros, em torno de 20 milhões de lares, sem acesso à internet? O quão mais sujeitos às desigualdades sociais eles estão por simplesmente não poderem se conectar?
Um pequeno recorte da pesquisa já mostra que, entre as classes D e E, 85% dos acessos são somente pelo celular. E se enfocarmos a Região Nordeste, descobrimos que quase a metade das casas com renda de até um salário mínimo, 45%, também não desfrutam das possibilidades de comunicação, informação, cultura, entretenimento, socialização e serviços oferecidos na internet, só para citar algumas.
Cabe lembrar que, neste momento, são os filhos dessas famílias que estão sem estudar, porque não podem ter acesso a aulas on-line. São os pais dessas famílias que precisam continuar se expondo mais ao vírus nas ruas, porque estão mais limitados para trabalhos em home office, compras de produtos e serviços on-line e até acesso a benefícios disponibilizados. São esses grupos que, consequentemente, acessam também menos informações de prevenção de saúde.
A divulgação dessa pesquisa e a ocorrência dessa pandemia vêm jogar luz em mais uma desigualdade do nosso país: a digital, que infelizmente reforça outras tantas e que urgentemente precisa estar na pauta de investimento estrutural do país. Permitir o acesso à internet de boa qualidade não é luxo, privilégio ou diferencial. É necessidade essencial.
*O autor é diretor Comercial e de Marketing da Loga Internet
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