O projeto de lei que visa a anistiar os policiais militares que participaram da greve em 2017 entrou em pauta na Câmara dos Deputados última terça-feira (27). Antes que fosse apreciado, a sessão foi encerrada, e agora o PL aguarda nova data para votação.
O tema ainda está vivo na memória dos capixabas que atravessaram aquele tenebroso fevereiro, que terminou com um saldo de 219 mortos. Vedada pela Constituição, a paralisação é vista como um crime contra a sociedade, embora alguns setores considerem que as demandas dos policiais fossem legítimas.
Em meio ao intenso debate, chama atenção o silêncio de alguns parlamentares da bancada capixaba. Mesmo procurados pela reportagem, preferiram não se manifestar. Acontece que essa não é uma opção. Como representantes do povo, eles precisam se pronunciar, sejam eles favoráveis ou contrários à anistia. Os deputados são defensores dos interesses públicos. Quais seriam os interesses em jogo agora, para justificar o silêncio?