Quatro espécies de algas pardas e de uma espécie de alga verde (Codium isthmocladum), abundantes no litoral do Espírito Santo, têm potencial bioativo, ou seja, podem ser úteis no combate a doenças virais, como o HIV, e como conservantes para alimentos e cosméticos.
A TESE
A descoberta é da bióloga Ana Maria Pereira Amorim, do Instituto de Biociências da USP, em sua tese de mestrado. Em entrevista ao Jornal da USP, a pesquisadora destaca que se trata de um estudo de prospecção, que pode servir de base para pesquisas futuras: “Seria necessário aplicar estudos mais aprofundados para colocar esses potenciais em prática, seja como medicamentos, tratamentos terapêuticos ou conservantes naturais”, pondera.
A AMEAÇA
O problema é que toda essa riqueza natural no fundo do mar do Espírito Santo pode estar ameaçada pelo óleo derramado no litoral do Nordeste e que avança para o litoral capixaba.
O QUE DIZ A BIÓLOGA
À coluna, a bióloga da USP admite a ameaça: “Sim, o petróleo derramado em parte do litoral brasileiro pode afetar o metabolismo das algas marinhas contaminadas e isso pode levar à alteração de suas propriedades terapêuticas. Além disso, essa contaminação pode causar a morte das algas por intoxicação e também pelo recobrimento, pois o petróleo forma uma barreira que impede a passagem de luz, dificultando a realização de fotossíntese”, alerta.