A família de Renato Pacheco está doando o acervo do falecido professor, juiz e historiador para o Arquivo Público do Espírito Santo. Segundo o escritor Reinaldo Santos Neves, um dos organizadores da coleção junto com o professor Fernando Achiamé, o acervo é precioso.
“O material é riquíssimo e vastíssimo e constitui enorme documentação não só da vida do próprio Renato, começando pelos cadernos da escola primária, mas do Espírito Santo como um todo. Renato não jogava nada fora”, observa Reinaldo.
Os itens abrangem correspondência com centenas de personalidades e pessoas humildes, incluindo brasileiros, estrangeiros, brasileiros radicados em outros países e, especialmente, capixabas, pois Renato Pacheco foi juiz e atuou várias comarcas do Estado. “Ele conviveu tanto com os políticos municipais como com as pessoas mais humildes. Todo esse precioso material documental corresponde a 106 caixas-arquivo”, conta Reinaldo.
RENATO PACHECO MORREU EM 2014
O acervo expressa, segundo Reinaldo, a vida ativa de Renato Pacheco, que morreu em 18 de março de 2004, aos 75 anos de idade. “Não há como distinguir um item de outro. Renato foi proteico, no sentido de se dedicar a mil coisas e causas ao longo da vida. Na nossa opinião quase tudo ali é preciosidade. A vida inteira desse notável capixaba está toda documentada ali. Uma vida rica. honesta e exemplar, de homem de bem, e que muito honra nosso Estado.”