Quando você pensa em logística reversa, o que vem à sua mente? Embora seja uma pauta importantíssima, ainda não se faz tão presente no vocabulário da grande massa.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei 12.305/10 define a Logística Reversa como um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Em uma forma simples: uma configuração produtiva e nobre de destinar o resíduo. Faz-se o uso da tecnologia, unida à inovação, para transformar o que para muitos não teria mais serventia em um novo produto.
Quais são os atores da logística reversa? Tudo começa com o consumidor. Ou seja, eu e você. Seguidos do transportador e o valorizador.
Ao contrário dos países de primeiro mundo, temos uma realidade econômica diferente. É um grande desafio e pode ser uma vantagem competitiva inovar e buscar soluções que tenham custo-benefício interessantes.
Segundo dados de 2017 da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), 40% dos resíduos urbanos coletados no Brasil vão para locais com técnicas inadequadas. O que polui é o descarte incorreto.
Infelizmente, a falta de conscientização e responsabilidade individual são os grandes problemas para a destinação incorreta. Só enxergamos o impacto causado quando os malefícios passam a interferir em nosso meio. É necessário educar mais e, sobretudo, estimular canais de inovação que incentivem novos empreendimentos nessa área.
Precisamos unir esforços, enquanto cidadãos, empresas e governo, para que iniciativas assim tomem a merecida proporção.
*A autora é gestora de comunicação da Marca Ambiental