Neste 5 de maio, aniversário da querida Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), nada mais apropriado para este momento do que a indicação de leitura da obra do competente e amigo Ivantir Antonio Borgo, já falecido, sobre os então 40 anos de história da instituição, que retrata a luta de dirigentes, mestres e servidores para “construir a grandeza dessa universidade”.
O livro foi publicado na primavera de 1995, reunindo um acervo de informações sobre sua história e que, na época, o reitor Roberto da Cunha Penedo (que implantou o Teatro Universitário, hoje o melhor espaço cultural do Estado), expressou como “a memória de uma instituição como para vida de seu patrimônio”. O autor também se pronuncia, na obra, sobre a luta para tornar a Ufes cada vez mais respeitada.
Livro já falava sobre a luta de dirigentes, mestres e servidores para “construir a grandeza desta universidade”
Eis dados e curiosidades da sua história: Ceciliano Abel de Almeida foi o primeiro reitor nomeado por Jones dos Santos Neves; Momentos decisivos ocorreram para sua federalização, graças ao trabalho do governador Carlos Lindenberg e do deputado Dirceu Cardoso. A sanção ocorreria apenas em 30 de janeiro de 1961, sendo o último ato praticado pelo saudoso presidente Juscelino Kubitschek; É imperativo ainda relembrar a lei nº 806, de 5 de maio de 1954, do governo Jayme dos Santos Neves, que criava a Universidade do Espírito Santo; Já a primeira Diretoria do DCE atuou entre 1965 e 1966, enquanto a primeira eleição direta ocorreu em 10 de junho de 1985.
Sem menosprezar ninguém, devemos lembrar de grandes nomes de administradores da Ufes, como Jair E. Dessaune, Manoel Ceciliano Abel de Almeida (reitor da abertura) e Alaor de Queiroz Araújo, responsáveis por implantar o campus de Goiabeiras.
Além do aniversário da Ufes, a discussão sobre Educação não para por aí. Um famoso pensador já afirmou: “A liberdade não quer mestres ou escravos e impede que ações sejam criadas para mobilizar a visão única dos fatos científicos e políticos. Isto não censura, mas ética”. Dito isso, relembremos da coluna Leonel Ximenes, em A GAZETA, onde o jornalista questiona: “Alô, estudantes. Você informaria no currículo para disputar uma vaga de emprego que cursou a disciplina “o golpe de 2016”? Referida disciplina deveria conter, então, o “golpe contra Collor”.
E, dentro da Ufes, não esqueçamos da ação bárbara e recente de um grupo que tentou tapar todos os quadros do Padre Antônio Vieira, considerado por Fernando Pessoa, o Imperador da Língua Portuguesa. Por que não discutir, assim, o lema consagrado a meio século pelos jovens da Universidade de Paris: “É proibido proibir”?.
*O autor é ex-reitor da Ufes