Neste ano de 2020, algo inédito ocorrerá na população mundial: pela primeira vez na história, a idade média da população será superior a 30 anos. É isso mesmo que você está pensando. Estamos envelhecendo, muito devido à diminuição dos nascimentos, ao aumento da expectativa de vida e porque uma parte da geração millennials (os nascidos na década de 80) está envelhecendo também.
Só que nesse início de ano tanta coisa já aconteceu, que esse assunto ficou ofuscado. Esse tema ficará para uma próxima oportunidade, isso porque janeiro acabou e foi o suficiente para reconhecermos que 2020 chegou de vez.
Aqui na Europa, finalmente o acordo do Brexit se confirmou (saída do Reino Unido do bloco europeu). Uma novela que se arrastou por mais de quatro anos e que terá consequências ainda desconhecidas para as economias dos países.
Nos Estados Unidos, com sua investida contra o Irã, que num primeiro momento foi uma tentativa de ofuscar o possível impeachment do presidente Trump e também para desviar a atenção sobre sua reeleição, em novembro. Mas, no fundo, o temor de numa nova guerra tomou outro rumo, com o derrubada do avião comercial ucraniano pelo Irã. Também tivemos a China e os Estados Unidos assinando um acordo comercial meio maroto, acalmando os mercados financeiros.
Já em Portugal teremos eleições presidenciais em janeiro de 2021, mas o destino do atual presidente Marcelo Rebelo de Souza será decidido neste ano. E, pela primeira vez, o partido socialista aprova sozinho seu primeiro orçamento anual genérico, sem contar com a aliança de esquerda.
No Brasil, a Região Sudeste recebeu mais águas nesse verão do que nossa imaginação pode conceber, levando vários municípios a decretar estado de calamidade pública e, lamentavelmente, a perda de dezenas de vidas. No Espírito Santo, não se via tanta água desde a enchente de 79 e a capital mineira Belo Horizonte registrou novo recorde de chuvas em sua história.
E fechando janeiro, o mundo foi surpreendido pelo surgimento na China do novo coronavírus, com seus desdobramentos pelo mundo a fora, causando impactos mundiais imediatos na bolsa, no turismo, na produção de produtos e, principalmente, na saúde. E pensar que o ano mal começou e tantas demandas foram geradas em um único mês. E ainda teremos muita movimentação, como as eleições municipais no Brasil e as Olimpíadas em Tóquio. Pelo visto 2020 promete.