Um dos fatores que minam a sexualidade de muitas mulheres durante e após a maternidade são as alterações corporais; nem todas nós ficamos felizes. O que os homens deveriam entender e valorizar é o fato de termos nos disposto a gerar um sonho, muitas vezes mais desejado por um do que por dois.
Muitas mulheres ficam mais dispostas sexualmente durante a gestação, outras não, e assim também são os homens. Para haver o equilíbrio é necessário muita comunicação. Quando nasce o filho, algumas focam totalmente nele, já em alguns casos é o pai. E o outro se sente excluído. E quem focou na criança se sente exausto.
Se for o primeiro filho do casal, ou de um dos dois, deve haver muito cuidado. Pode ser um período complicado para a vida sexual do casal. Se antes da criança já haviam problemas nessa área com certeza a chegada da criança pode tornar a vida sexual ainda mais desafiadora. Até ajustar a rotina da criança, a do casal e implementar uma vida sexual, muitos casamentos naufragam.
Infelizmente a solução é matemática, não dá para passar 30 dias sem ter relação e achar que isso é normal, a não ser em uma situação de doença. Mas se passou de 30 dias devem ser avaliadas as prioridades. Vida a dois não é brincadeira. Se alguém se dispôs a casar ou morar com outra pessoa, um dos motivos é a segurança do relacionamento sexual.
Há casais que se tornam pais e se esquecem que são marido e mulher, só percebem isso quando os filhos se casam, alguns se arrependem e sofrem ainda mais com a síndrome do ninho vazio. É importante ressaltar que o casamento é (ou deveria ser pelo votos núpcias) eterno, e a maternidade em período integral é temporária (quando os filhos se casam muitas sentem falta do tempo integral e de ouvir a palavra “mãe” 50 vezes no dia).
Às mães de plantão: organizem seu tempo e resgatem os tempos de namoro, se arrumem para seu marido e se amem, a maternidade não é um fardo, é uma dádiva sublime. Você apenas precisa organizar sua agenda. As pais, nos sentindo de “ser o homem”: a mãe de seu filho não é um “ser intocável”, no sentido de não poder fazer isso ou aquilo, porque é a mãe do seu(a) filho(a). Ela é sua mulher, então vá à caça e descubra a “fera” que há dentro dela.