Letícia Gonçalves - interina
Como não atingiu a cláusula de desempenho, a Rede da ex-senadora Marina Silva estuda uma fusão com o PPS, o que pode mexer com o tabuleiro da política capixaba, como a coluna já mostrou. Mas não é somente a possível junção das siglas que pode movimentar a sopa de letrinhas do cenário político-partidário. Outras legendas passaram a "crescer o olho" para cima de alguns dos filiados à Rede e a outros partidos nem tão bem sucedidos nas urnas em outubro. Esses políticos, mesmo os com mandato, terão liberdade para buscar outro rumo.
E aí que entra o PDT do deputado federal Sérgio Vidigal. Pedetistas já estão animados com a possibilidade de atrair o senador eleito Fabiano Contarato. Caberá a Vidigal fazer o contato com o redista, hoje abrigado, portanto, no ninho do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que um dia foi aliado mas hoje é adversário do presidente estadual do PDT.
"O Contarato quase entrou no PDT, foi por pouco. Isso foi na outra vez que ele ia ser candidato (2014), antes de se filiar ao PR. E ele tem identidade programática com o nosso partido, com as nossas bandeiras. Vidigal vai procurar ele para conversar e fazer um convite", diz um integrante da Executiva estadual do PDT. O assunto "Contarato" e outros, aliás, fizeram parte da reunião da executiva, realizada nesta segunda-feira (03).
Já o senador eleito põe água na fervura. "Em janeiro é que será definido se a Rede continuará sozinha, como partido, ou se vai haver a fusão com outro partido. Não posso me manifestar em cima daquilo que não foi definido. Isso só depois dessa reunião que vai ocorrer em janeiro", disse Contarato à coluna.