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Vitor Vogas

Vice de Alckmin em Vitória: "Não acredito em voto pelo fígado"

Ana Amélia defendeu que o tucano não precisa mudar o estilo para ganhar votos na reta final e que ele representa moderação e equilíbrio em contraposição aos extremismos de PT e Bolsonaro

Publicado em 18 de Setembro de 2018 às 17:55

Públicado em 

18 set 2018 às 17:55
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Senadora Ana Amélia (PP-RS), vice de Geraldo Alckmin na chapa à presidência da República, entre o vice-governador César Colnago (PSDB) e a vereadora de Vitória Neuzinha de Oliveira (PSDB) Crédito: Vitor Vogas
Apresentando Geraldo Alckmin como um "pacificador", a senadora Ana Amélia (PP), vice na chapa do candidato tucano à Presidência, fez corpo a corpo com eleitores capixabas no Centro de Vitória na tarde desta terça-feira (18). Ana Amélia destacou características de Alckmin como equilíbrio, moderação, responsabilidade e credibilidade para defender que ele tem o perfil certo para governar o Brasil neste momento marcado por conflitos e por radicalismo político entre petistas e bolsonaristas.
A senadora procurou apresentar o ex-governador de São Paulo como opção viável de centro, posicionada entre os extremos como uma alternativa ao eleitor que não deseja votar nem no candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, nem no da esquerda petista, Fernando Haddad. Ambos lideram, nessa ordem, a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (16), enquanto Alckmin patina entre 8% e 10% das intenções estimuladas de voto nos últimos levantamentos dos principais institutos.
Ana Amélia pisou em Vitória cinco dias após a visita do próprio Alckmin. Na última quinta-feira (13), durante sua passagem por aqui, o tucano afirmou que acredita que essa será uma "campanha de chegada", ou seja, que ele crescerá bastante nestas últimas semanas de campanha. Para isso, Ana Amélia aposta no bom senso e na racionalidade dos eleitores, que, segundo ela, vão pensar bem no futuro do país e de suas famílias na hora que botarem a cabeça no travesseiro para decidir em quem votar.
"Eu não acredito que vai haver uma decisão pelo coração ou pelo fígado. Nós temos que decidir com a consciência e com a responsabilidade de que temos que decidir o futuro deste país, que não pode ficar dividido entre 'nós' e 'eles', entre radicalismos de um lado ou de outro", disse Ana Amélia. 
Além de senadora, Ana Amélia é jornalista por formação. Nessa condição, foi instada pela coluna a avaliar a performance de Alckmin em termos de comunicação na campanha. O tucano é conhecido por seu pouco carisma e pelo jeito contido de falar, e pelo estilo sereno, às vezes excessivamente sereno, que não empolga muito o grande público – algo que o prejudica, na medida em que precisa conquistar eleitores indecisos. A própria Ana Amélia foi mais contundente que Alckmin nas respectivas entrevistas em Vitória.
Para a senadora gaúcha, porém, Alckmin não pode nem deve mudar de tom, justamente porque seu estilo é o mais adequado para o Brasil neste momento em que o país precisa de pacificação.
"Ele não pode mudar o seu tom de voz. Ele não pode ser diferente. Porque as pessoas estão vendo candidatos que gritam, vociferam para defender as suas ideias, atacam, agridem. Mas não é esse o Geraldo Alckmin que todo mundo conhece. É o homem da paz, é o homem da moderação, é o homem do equilíbrio..."
Confira abaixo a entrevista de Ana Amélia:
O Geraldo Alckmin esteve aqui na última quinta-feira (13) e disse pelo menos duas vezes que essa, para ele, será "uma campanha de chegada". Na sua opinião, o que falta ao candidato para realmente conseguir crescer nesses menos de 20 dias que nos separam do primeiro turno?
Eu não acredito que vai haver uma decisão pelo coração ou pelo fígado. Nós temos que decidir com a consciência e com a responsabilidade de que temos que decidir o futuro deste país, que não pode ficar dividido entre "nós" e "eles", entre radicalismos de um lado ou de outro. O Brasil precisa se reencontrar. E ele só se reencontra no diálogo e no respeito às diferenças: as diferenças religiosas, de gênero, partidárias, raciais. Nós temos que respeitar e conviver com isso. E o Geraldo Alckmin, o nosso presidente, tem todas as condições. Ele governou o Estado mais populoso do país, com mais de 40 milhões de habitantes, e resolvendo questões. O Pontal do Paranapanema era um barril de pólvora. Ele foi lá e pacificou a questão fundiária, os embates que havia lá nos movimentos sociais. Ele foi lá e pacificou. Hoje você não vê mais noticiário sobre o Pontal do Paranapanema. Por que isso? Capacidade de diálogo. O Brasil precisa se reencontrar, encontrar um caminho. E o caminho é esperança, é credibilidade, é confiança de um país como é o Brasil e como são os brasileiros: solidários, cordiais, leais. É esse o Brasil que nós estamos buscando construir. Essa é a reflexão que o eleitor vai fazer, eu não tenho dúvida. É por isso que ele [Alckmin] diz que, na hora da chegada, nós estaremos lá.
Como jornalista e comunicadora, o que a senhora acha que Alckmin deve fazer para passar melhor a mensagem dele nesses dias decisivos de campanha? Ele deve fazer alguma mudança na performance?
Você falou a palavra: performance. O que é performance? É o desempenho. Não se pode pegar uma pessoa que fala moderadamente, que conversa como eu estou falando agora, devagar, que explica, que é um professor, que é um médico que tem que explicar para um paciente a sua doença. Ele não pode gritar [eleva o tom de voz]: "Olha, você tem que tratar o seu filho assim!". Ele não pode mudar o seu tom de voz. Ele não pode ser diferente. Porque as pessoas estão vendo candidatos que gritam, vociferam para defender as suas ideias, atacam, agridem. Mas não é esse o Geraldo Alckmin que todo mundo conhece. É o homem da paz, é o homem da moderação, é o homem do equilíbrio, o homem da responsabilidade, o homem da credibilidade, o homem da confiança. É esse o homem que é o nosso candidato.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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