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Angelo Passos

Trump e Bolsonaro: imitadores do Chacrinha

O Velho Guerreiro tinha o dom da comunicação. Já Trump e Bolsonaro confundem mais do que se comunicam

Publicado em 08 de Novembro de 2018 às 23:37

Públicado em 

08 nov 2018 às 23:37
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

O capitão de artilharia e o maioral da Casa Branca confundem sem bons argumentos para explicar Crédito: Amarildo
“Eu não vim para explicar. Vim para confundir.” Quem diria que essa frase debochada do Chacrinha inspiraria governantes. Primeiro, Trump. Agora, Bolsonaro – que até se simpatizam.
Desde a campanha, o capitão eleito e sua tropa batem cabeça. São vários os casos. O da CPMF (imposto que atazanou o país entre 1997 a 2007) é notável. A recriação foi defendida pelo futuro czar da Economia, Paulo Guedes, e logo negada por Bolsonaro, mas o assunto não morreu. No início desta semana, o economista Marcos Cintra, do pelotão de transição, foi ameaçado de demissão ao pregar a CPMF. Parece uma tentação.
Guedes é o mesmo que pediu uma “prensa” no Congresso para extrair a reforma da Previdência já. Não foi uma bobagem ao léu. Mexeu onde tudo é possível. Imediatamente, e de surpresa, senadores aumentaram o rombo nas contas públicas ao subir os salários do Judiciário. Mostraram que nem com prensa o sumo prestaria. Melhor sugestão seria criar lei de responsabilidade fiscal para o Legislativo.
O general vice do capitão também confunde. E choca. Ao falar sobre o excesso de custos que faz o Brasil perder competitividade, soltou essa pérola: “13º salário é mochila nas costas de todo empresário”. Em outra ocasião, disse que família sem pai e avô “é fábrica de elementos desajustados”. Ofendeu 11,6 milhões de mulheres que chefiam lares.
Mudez de esfinge não cai bem em presidente, mas Bolsonaro negou-se a responder a repórteres sobre a suspensão de uma visita do governo brasileiro ao Egito. E abandonou a entrevista em local estrategicamente escolhido: o Ministério da Defesa.
 
Seria a viagem do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, de hoje até o dia 11. Foi cancelada pelo Egito em clara retaliação, segundo o Itamaraty, à ideia de transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Para o mundo árabe (composto de 22 países) é um insulto.
O Brasil pode perder exportações e investimentos árabes. O mercado é o quinto principal destino de produtos brasileiros. Comprou R$ 10 bilhões, neste ano, até setembro. O abalo leva a diplomatas brasileiros na região o temor de serem alvos de grupos radicais. Só EUA e Guatemala têm embaixada em Jerusalém.
O capitão de artilharia e o maioral da Casa Branca confundem sem bons argumentos para explicar. Diferentemente, o Velho Guerreiro quanto mais confundia melhor se comunicava.
* O autor é jornalista

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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