Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Todas Elas
  • Shirley pediu medida protetiva três dias antes de ser morta em Guarapari
A balconista Shirley Simões foi vítima de feminicídio em Guarapari
A balconista Shirley Simões foi vítima de feminicídio em Guarapari Acervo pessoal
Feminicídio

Shirley pediu medida protetiva três dias antes de ser morta em Guarapari

A balconista Shirley Simões, 31 anos, foi assassinada com seis tiros. Ela havia entrada com um pedido de medida protetiva três dias antes do crime

Glacieri Carraretto

Repórter de Cotidiano

Publicado em 24 de Setembro de 2020 às 23:30

Publicado em

24 set 2020 às 23:30
A balconista Shirley Simões foi vítima de feminicídio em Guarapari
A balconista Shirley Simões foi vítima de feminicídio em Guarapari Crédito: Acervo pessoal
O ano de 2020 seria de realizações para a balconista Shirley Simões, 31 anos. Trabalhadora, estudante de técnico de enfermagem e também de pedagogia, ela ainda cuidava da filha de 8 anos, em Guarapari, onde morava. Mas tudo isso acabou no final da tarde de quinta-feira (09). Shirley foi assassinada com seis tiros. O principal suspeito do crime é o ex-marido, de 33 anos. 
Segundo informações do site do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), a  balconista chegou a entrar com um pedido de  medida protetiva, que proibia o ex-marido de se aproximar, no dia 7 de janeiro, três dias antes de assassinada. 
O relacionamento existia havia um ano e meio. “No começo era tudo bonito, mas com o passar do tempo, ele mudou. Começaram as crises de depressão, umas doideiras, ele tentava se matar. Shirley cuidava dele, ajuda como podia. Só que passou a ser ameaçada por ele, as brigas aumentaram e ela vivia saindo e voltando para casa”, contou uma amiga da família, uma comerciante de 53 anos. Ela não quis se identificar por medo do acusado.
A balconista Shirley Simões foi vítima de feminicídio em Guarapari Crédito: Acervo pessoal
Por vezes, Shirley foi vigiada no trajeto para o trabalho ou na porta de casa. Os parentes dela, temerosos, pediam para que a balconista evitasse realizar o mesmo trajeto todos os dias, na tentativa de esquivar-se de uma emboscada.
O cuidado foi em vão. Nos últimos dias do ano, o ex-marido a procurou novamente, implorando que voltassem ao relacionamento. Shirley estava decidida a seguir a vida sem o ex por perto e se recusou a voltar com ele para a casa do casal.
“Ele ameaçava matá-la. Ficava de longe escondido, a vigiando. Muitas vezes ouvia da mãe de Shirley ‘Ele não deixa a gente em paz’”, desabafou a amiga. 
Nada segurou o suspeito. Ele foi até ao trabalho de Shirley, acompanhado de um amigo de carro, desceu e atirou seis vezes contra a mulher, no bairro Costa Dourada. A moça foi socorrida para um hospital por colegas de trabalho, ainda respirava. Porém, na unidade de saúde, teve uma parada cardíaca e não resistiu.
Para a família, que tanto temia isso, restou liberar o corpo de Shirley. Ela foi velada na Igreja Assembleia de Deus do bairro Itapebussu, em Guarapari, onde a vítima morava. “Era nossa guerreira, batalhadora, mulher de fibra que tinha sonhos a conquistar. Sem palavras para definir tudo isso. Causa revolta”, desabafou a amiga.
*Matéria originalmente publicada no dia 10/01/2020

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados