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Maely Coelho

Sua empresa samba?

O que difere a escola de samba de uma empresa é o comprometimento das pessoas com o trabalho

Publicado em 26 de Janeiro de 2018 às 17:00

Públicado em 

26 jan 2018 às 17:00

Colunista

Quando falamos de carnaval, em geral, só pensamos na diversão que a maior festa popular brasileira traz. Mas, empresários e empreendedores devem olhar um pouco mais além para essa tradição, que em 2018 movimentará cerca de R$ 15 milhões em toda a sua cadeia produtiva somente em Vitória.

Uma relevante lição vem das escolas de samba, principalmente quando entendemos o que elas representam. Escolas são estabelecimentos onde se ensina e que proporcionam instrução e experiência. Já samba que dizer dança popular. O encontro dos dois formou uma união que nada deve a muitas empresas convencionais constituídas.

O que difere a escola de samba de uma empresa é o comprometimento das pessoas com o trabalho. Imagine se numa empresa os funcionários e seus gestores tivessem comportamento, dedicação e paixão parecidos aos que os integrantes das escolas de samba têm com sua agremiação? Nos barracões, não tem tempo ruim, as dificuldades são superadas, as coisas não ficam para o outro dia e não dependem apenas do comando e das decisões dos gestores. As pessoas atuam felizes, com o trabalho começando assim que o desfile na avenida acaba e se estendendo, para muitos, pelo ano inteiro.

A diretoria de uma escola de samba é formada em grande parte por abnegados entusiastas, que, muitas vezes, não são remunerados, mas dão o melhor pela sua escola do coração. Já muitos diretores de empresa vivem deitados em berços esplêndidos, contemplados com elevados salários e benefícios, e sequer ficam constrangidos quando sua organização não alcança os objetivos planejados.

São “CEOs” com alta formação e currículo invejável, porém, com cultura e conhecimento bem divergentes dos líderes abnegados das escolas de samba. São esses últimos que conseguem fazer muito com pouco e transformar suas agremiações em ambientes de alta capacidade produtiva, rendimento e resultados. Para muitos que estão à frente de empresas, as agremiações deveriam ser tidas como “Escola Aplicada de Gestão Empresarial” e verdadeiros exemplos a serem seguidos.

 

*O autor é empresário

 

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