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Sexualidade Total

Sexo e gravidez: com conversa e criatividade, o prazer é possível

A sexualidade do casal só deve ser suspensa por indicação médica, fora isso, não precisa ser interrompida durante o período

Publicado em 24 de Abril de 2018 às 15:42

Públicado em 

24 abr 2018 às 15:42
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles

Gravidez e sexo não são excludentes Crédito: Reprodução/Pixabay
De fato sabemos que a maioria das pessoas não se sentem bem para falar sobre sua própria sexualidade, ainda mais quando está se passando por uma gravidez. Quando há uma gravidez de risco, ninguém nem pensa em relação sexual, pois a prioridade é o bebê. Mas quando não é esse o caso existem alguns aspectos que podem interferir na relação.
Primeiro ponto é que na primeira gravidez alguns casais ficam mais fragilizados e acabam não sentindo a necessidade da relação sexual. Enquanto outros se unem ainda mais. Devemos levar em conta alguns aspectos como as crenças (da grávida e do parceiro), algumas pessoas acham que a penetração vai “machucar” o bebê, outros se sentem incomodados com as preliminares, outras grávidas se sentem incomodadas com as mudanças físicas e fisiológicas da gravidez, em contrapartida, outras passam a ter um excitação “incontrolável”. Temos também quadros em que o marido apresenta dificuldade de excitação diante de um momento (para ele) tão sublime, ou com diferenças corporais difíceis de se adaptar. E temos que levar em consideração os aspectos emocionais da gravidez, que não são tão simples de serem encarados.
A criatividade sexual nessas horas é um grande diferencial, pois a busca por novas posições e novas fontes de prazer pode transformar a vida sexual em uma aventura de muito prazer.
Conversar é uma tarefa excelente, cada um pode expressar suas preferências e fantasias e planejar algo novo, em harmonia e equilíbrio emocional. Isso pode ajudar muito a mulher, pois em alguns casos ajuda a diminuir as ansiedades, angústias e insegurança comuns nesse período.
No começo da gravidez, muitas mulheres apresentam sintomas como náuseas e vômitos, bem presentes, além do grande medo do aborto, por ouvirem falar ou mesmo por acreditarem que o feto ainda não está aderido ao útero. Devemos ressaltar que isso compromete e muito o desejo sexual. Mas é algo que com o passar do tempo vai diminuindo até cessar.
Algumas mulheres se sentem extremamente sensuais durante esse período, devido aos seios e ventre avolumados, o que faz aumentar o desejo sexual e a procura pelo parceiro, o mesmo acontece com alguns homens. Outras passam a conhecer o ápice do prazer nesse período, em alguns casos o parceiro chega a notar a mudança de comportamento. Outras mulheres se sentem maternais, “mais puras, até imaculadas”, e preferem não serem tocadas sexualmente, o mesmo acontece com alguns homens, que acabam santificando a mulher como algo intocável nesse período.
Existem casos de gravidez não desejada, que algumas mulheres passam a ter uma certa “aversão” ao pai da criança e alguns homens também acabam rejeitando a mulher, e essa rejeição muitas vezes é uma postura de abster-se do sexo como uma forma punitiva, o que não é nada saudável. Outras, psicológica e emocionalmente menos amadurecidas, se tornam muitas vezes mais dependentes de suas mães ou de seus parceiros, o que pode também inibir a sexualidade.
O fato é que ocorrem mudanças hormonais neste período, que provocam em alguns casos mudança do cheiro e o aumento da secreção vaginal, e alguns homens não curtem muito ou mesmo a gestante não se sente confortável e a vontade, e em alguns casos o caminho é evitar o sexo oral.
Concluindo, a sexualidade do casal só deve ser suspensa por indicação médica, fora isso, não precisa ser interrompida durante a gravidez. Não temos só a penetração como forma de obtenção do prazer. Manter a chama viva nesta fase tão sublime é extremamente importante na vida conjugal e tão benéfica nesta fase. Isso traz segurança para muitas mulheres que não estão se sentindo tão sedutoras, e aceitação do homem, por saber que não está sendo excluído nessa relação tão intensa mãe-bebê. O diálogo entre os dois, mais uma vez, se torna de suma importância. Claro, um conversa limpa sem mágoas e ressentimentos, assim que as dificuldades sexuais e conjugais comecem a surgir, para que futuramente a retomada do vínculo seja um momento agradável e tranquilo para os dois.

Virgínia Pelles

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