Um dos acusados de matar o advogado criminalista Emerson Vieira em Vila Velha tem nada menos do que dez passagens criminais, até mesmo por homicídio. Como dizer que o crime não compensa para Warley Silva Santos, o Pelé, preso ontem por participação no assassinato, ocorrido em 21 de julho?
É mais um exemplo do prende e solta que revolta boa parte da sociedade, por deixar em evidência o peso da impunidade na reincidência na criminalidade. Não há mais informações sobre as prisões anteriores de Pelé, ocorridas entre 2007 e 2014, mas o histórico assusta principalmente por ser tão comum nos casos de violência divulgados. Crimes brutais cometidos por quem já deveria estar atrás das grades.
A Justiça não pode continuar falhando tanto, com tanta frequência. Infrações graves como associação para o tráfico, roubo e homicídio, todas constando na ficha de Pelé, não podem ser tratadas com a frouxidão atual. Sabe-se que as prisões estão lotadas, que é preciso promover a ressocialização. Mas tão importante quanto isso é saber diferenciar o ladrão de galinha do bandido profissional.