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Poder público

Sem desavenças políticas para o bem comum

Não sei se existe alguém capaz de promover uma conciliação entre Hartung e Luciano Rezende. Parece que só as urnas serão capazes de definir tal pendência

Publicado em 21 de Maio de 2018 às 14:21

Públicado em 

21 mai 2018 às 14:21

Colunista

Gutman Uchôa de Mendonça*
Causa-me surpresa as desavenças políticas entre o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e o governador do Estado, Paulo Hartung, sobre assuntos diversos em termos administrativos e, especialmente, com relação à Cesan.
Nesse caso, em específico, aparece o Poder Público Municipal de Vitória informando que as nossas praias estão poluídas, impróprias para uso, devido a despejos de esgoto sanitário na maré. Mas esse problema causa um prejuízo muito grande para a imagem de Vitória e seu turismo.
Em política, existe um negócio muito sério, de bem comum. O bem comum é aquele que se torna generalizado em favor da comunidade que habita o território sob a égide de governantes inteligentes que, embora não se unindo politicamente, se unem com a necessária altivez em favor da comunidade que representam.
Não costumo imiscuir em particularidades para saber quem disse do outro o que não devia, mas, creio eu, em favor do bem comum, as antipatias pessoais devem ser colocadas de lado, até a boca das urnas, onde as divergências devem ser discutidas por aqueles que têm obrigação de votar e escolher novos dirigentes.
Não estou preocupado com o que esses senhores irão pensar da minha intromissão em seus interesses políticos ou partidários, mas minha obrigação é defender o bem comum. Sou uma espécie de promotor público, da imprensa, com obrigações sérias e interesse maior da sociedade que gosta de ir à praia, tomar banho de mar, independentemente dos meus problemas de pele, que não podem minimizar o interesse da maioria.
Vitória só tem belíssimas praias para oferecer a seus cidadãos. Gostaria de múltiplas atividades voltadas para o turismo, mas a única que temos é abordada de forma pejorativa pela autoridade municipal, que detém o chamado poder de polícia.
Não sei se existe alguém capaz de promover uma conciliação entre partes tão antagônicas, mas, nos parece, diante do exposto, que só as urnas serão capazes de definir tal pendência. Que seja para o bem comum.
*O autor é jornalista
 

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