Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Sem a Linha Verde, mobilidade urbana não avança
Augusto Alvarenga

Sem a Linha Verde, mobilidade urbana não avança

Na mesma faixa onde circulam automóveis individuais, também circula o transporte coletivo. Mesmo com a Linha Verde, ainda há mais faixas para o transporte individual do que para o coletivo

Publicado em 05 de Abril de 2018 às 22:45

Públicado em 

05 abr 2018 às 22:45

Colunista

A Linha Verde ficou uma semana sem funcionar por força de uma liminar. Crédito: Gazeta Online
A comunidade capixaba só tem a comemorar com a volta do funcionamento da Linha Verde, em Camburi. Quando foi implementada, membros da Associação Comunitária de Jardim Camburi se manifestaram contrários à “redução das faixas” destinadas aos veículos. Realmente, a implantação de faixas exclusivas para ônibus e táxis em qualquer lugar do mundo vai privilegiar um meio de transporte em detrimento de outro, neste caso, o transporte individual.
Na mesma faixa onde circulam automóveis individuais, também circula o transporte coletivo. Mesmo com a implantação da Linha Verde, ainda há mais faixas para o transporte individual do que para o coletivo. Um ônibus transporta, em média, 12 pessoas; enquanto que um automóvel leva 1,2 pessoas, em média. O comprimento de um ônibus ocupa o mesmo espaço que 2,4 automóveis. Ou seja: para um mesmo espaço de via pública, um ônibus transporta 12 pessoas contra 2,8 pessoas a bordo dos dois automóveis individuais. Se considerarmos o horário de pico, o resultado dessa conta fica ainda mais gritante.
A única critica que faço é para o fato de a Linha Verde, da forma como está implementada, ou seja, apenas em Camburi e não conectada às demais vias, deveria estar em todos os principais corredores de transporte coletivo da Grande Vitória, não apenas na Capital.
Recordo a todos que as faixas exclusivas para ônibus fazem parte do planejamento do sistema Transcol desde a sua criação, em 1989, e a atual gestão da Prefeitura de Vitória foi a primeira a iniciar o cumprimento deste projeto. Se continuarmos a alargar as ruas toda vez que alguém compra um carro novo, aonde vamos parar? No ritmo atual, em dez anos teremos o dobro da quantidade de carros em Vitoria. Aí sim teremos todas as Linhas Vermelhas.
*O autor é arquiteto e urbanista, professor doutor pela Universidade Federal do Espírito Santo

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

José Loreto
José Loreto: o que é o sensor de glicemia no braço para controlar o diabetes
Lorenzo Pazolini concorre ao governo do ES pelo Republicanos
Candidato ao governo do ES, Lorenzo Pazolini declara patrimônio de R$ 1 milhão
Imagem de destaque
'Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados