
Gutman Uchôa de Mendonça*
Outro dia, diante do alto risco que a estrutura da Segunda Ponte apresenta sobre a Baía de Vitória, uma amiga teve uma expressão de espanto diante de vários fatos apresentados pelas redes sociais sobre as fissuras ao longo de sua extensão.
Diante do quadro de deterioração da importante via, por falta de manutenção da mesma, paira uma indagação: de quem é a culpa? Do governo do Estado, das prefeituras ou do Dnit? Ninguém sabe.
A ponte está caindo. Vai cair caso não ocorram reparos rápidos. A Segunda Ponte, pelo crescimento da Região Metropolitana, é uma importante ligação entre as cidades, que não podem sofrer com uma possível obstrução da via. Isso seria uma tragédia.
O chamado patrimônio público está entregue às baratas. Muitos prédios estão em péssimo estado de conservação, transparecendo a negligência do poder público e a ausência de capacidade administrativa
Sem essa ligação, criaria-se um prejuízo enorme para a sociedade, que utiliza a ponte para acesso ao trabalho, escola...
O chamado patrimônio público está entregue às baratas. Muitos prédios estão em péssimo estado de conservação, transparecendo a negligência do poder público e a ausência de capacidade administrativa. Ao mesmo tempo, vemos diariamente notícias sobre órgãos públicos recebendo autorização para realizar concursos com salários atrativos.
Há tempo que a imprensa mostra a negligência do poder público com nossas vias maltratadas. As reportagens de A GAZETA relatam os graves problemas com a Segunda Ponte, junto com a tremenda responsabilidade das autoridades que, parece, estão pouco ligando para os problemas.
Quem passa sobre a Segunda Ponte entre seis e dez horas da manhã sabe como ele é importante para a região. Pela parte da tarde, após as 17 horas, no sentido contrário, em direção a Cariacica ou Vila Velha, é o mesmo caos no trânsito.
Todos esses problemas reforçam a imagem de um Brasil onde as obras públicas não têm prazo para começar e muito menos para acabar. Tem até autoridade dizendo que a imprensa está exagerando, que não vai acontecer nada com a ponte pois ela está sólida e precisa apenas de reparos mínimos. Será?!
*O autor é jornalista