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Jejum na Quaresma: 5 dicas para fazer de forma equilibrada e saudável

Prática espiritual de reconexão e disciplina não precisa ser sinônimo de sofrimento físico ou prejuízo à saúde

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026 às 12:29

Portal Edicase

Publicado em 

26 fev 2026 às 12:29
Quando feito com consciência, o jejum na Quaresma pode favorecer o equilíbrio do corpo e da mente (Imagem: Mehes Daniel | Shutterstock)
Quando feito com consciência, o jejum na Quaresma pode favorecer o equilíbrio do corpo e da mente Crédito: Imagem: Mehes Daniel | Shutterstock
A Quaresma é um período tradicionalmente marcado pela reflexão, pela espiritualidade e por práticas como o jejum e a abstinência. Para muitas pessoas, esse momento representa uma oportunidade de reconexão interior e disciplina. No entanto, é importante lembrar que o jejum não deve ser sinônimo de sofrimento físico, restrições extremas ou prejuízo à saúde. Pelo contrário, quando feito com consciência, ele pode favorecer o equilíbrio do corpo e da mente.
Segundo Kerlin Aline Schmitz Costacurta, nutricionista e empresária, cofundadora do Divina Terra, o segredo está na moderação. “O jejum não precisa ser radical para ter significado. Quando há equilíbrio e boas escolhas alimentares, é possível respeitar a tradição sem abrir mão da saúde”, afirma.

O verdadeiro sentido do jejum

Historicamente, o jejum quaresmal tem um significado espiritual: reduzir excessos para dar mais espaço à oração, à caridade e à introspecção. Ou seja, o objetivo não é simplesmente “comer menos”, mas cultivar moderação e consciência. Quando a prática se transforma em dietas radicais, longos períodos sem alimentação ou compensações exageradas, ela perde seu sentido original e pode gerar consequências negativas como fraqueza, irritabilidade, queda de imunidade e compulsão alimentar. Kerlin Aline Schmitz Costacurta reforça que disciplina não é sinônimo de privação extrema. “O corpo precisa de nutrientes para funcionar bem. A espiritualidade deve caminhar com o autocuidado, não contra ele”, explica.
Optar por preparações caseiras, ingredientes frescos e reduzir os ultraprocessados é uma forma de cuidar do corpo enquanto se vivencia o propósito espiritual do período (Imagem: Lilly Trott | Shutterstock)
Optar por preparações caseiras, ingredientes frescos e reduzir os ultraprocessados é uma forma de cuidar do corpo enquanto se vivencia o propósito espiritual do período (Imagem: Lilly Trott | Shutterstock) Crédito:

Jejum saudável na Quaresma

Para o jejum ser equilibrado, é essencial respeitar as necessidades do corpo. Alguns hábitos simples ajudam a manter a saúde durante esse período:

1. Priorize qualidade, não apenas quantidade

Mesmo com refeições mais simples, é importante garantir alimentos nutritivos. Inclua verduras, legumes, grãos integrais, azeite de oliva, frutas e fontes de proteína leve como ovos, leguminosas ou peixes.

2. Evite compensações calóricas

Muitas pessoas deixam de consumir carne, mas aumentam o consumo de pães refinados, doces ou frituras. Isso pode gerar picos de glicose e sensação de cansaço. A moderação continua sendo o melhor caminho.

3. Hidrate-se adequadamente

A ingestão de água é essencial, especialmente quando a alimentação muda. Chás naturais e caldos leves também podem ajudar.

4. Respeite seu corpo

Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou em tratamento médico não devem fazer restrições alimentares sem orientação profissional. A espiritualidade não exige prejuízo à saúde.

5. Aposte em alimentos naturais

Preparações caseiras, ingredientes frescos e menor consumo de ultraprocessados ajudam a alinhar o cuidado com o corpo ao propósito espiritual do período. “Escolher alimentos mais naturais é uma forma de praticar consciência também à mesa”, destaca a nutricionista.

Equilíbrio: o caminho da verdadeira disciplina

A proposta da Quaresma não é punir o corpo, mas educar o coração. Um jejum equilibrado , com escolhas conscientes e alimentação nutritiva, permite viver esse período com mais disposição, serenidade e propósito. No fim, o que realmente transforma não é o quanto se deixa de comer, mas o quanto se aprende a viver com mais simplicidade, consciência e amor ao próximo.
Por Gabriela Andrade

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