Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 17:32
A desinformação ainda é o maior obstáculo na prevenção do câncer de colo do útero. Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com o EVA Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, 42% das mulheres entre 18 e 45 anos não sabem se foram vacinadas contra o HPV ou não se recordam de ter recebido o imunizante. >
O vírus causa quase 100% dos casos de câncer de colo de útero, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por 70% dos diagnósticos, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer. >
Para esclarecer o cenário, respondemos às 3 perguntas sobre HPV que mais geram dúvidas no público feminino. Confira! >
Não. Embora o SUS (Sistema Único de Saúde) foque a faixa etária de 9 a 14 anos para garantir a proteção antes do início da vida sexual , a vacina é recomendada e eficaz para mulheres até os 45 anos. Segundo Luísa Chebabo, infectologista do laboratório Sérgio Franco, da Dasa, no Rio de Janeiro, mesmo quem não se vacinou na adolescência pode (e deve) buscar o imunizante na rede privada para atualizar sua proteção, conforme orientação médica. >
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Sim. Existe um receio comum de que a proteção não seja eficaz, mas a infectologista Luísa Chebabo esclarece que o imunizante tem mais de 15 anos de uso consolidado mundialmente. “Países com alta cobertura vacinal registraram quedas drásticas em infecções e lesões precursoras de câncer de colo de útero. A vacina protege contra os tipos virais de maior risco”, afirma. >
Sim para ambas as situações. A ginecologista Martha Calvente, da clínica CDPI, também da Dasa, reforça que a vacina não substitui os exames preventivos. “Quem já teve o vírus ainda se beneficia da vacina, pois ela protege contra outros subtipos aos quais a pessoa ainda não foi exposta. Para quem já se imunizou, é importante dizer que isso não tira a necessidade de fazer o exame Papanicolau (conhecido como preventivo), que continua sendo essencial para detectar alterações celulares precoces, já que o câncer de colo do útero tem uma progressão lenta e pode ser tratado antes de se tornar um tumor”, explica. >
Por Rachel Lopes >
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