Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Diagnóstico de HPV: resultado positivo pode causar ansiedade e medo
Se cuida

Diagnóstico de HPV: resultado positivo pode causar ansiedade e medo

Reações muitas vezes vão além da preocupação com a saúde física e estão ligadas ao estigma ainda associado ao vírus

Publicado em 09 de Março de 2026 às 12:32

Portal Edicase

Publicado em 

09 mar 2026 às 12:32
A forma como o diagnóstico do HPV é comunicado pode fazer grande diferença para o bem-estar emocional da paciente (Imagem: fizkes | Shutterstock)
A forma como o diagnóstico do HPV é comunicado pode fazer grande diferença para o bem-estar emocional da paciente Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock
Receber o diagnóstico de HPV (papilomavírus humano) pode provocar impactos emocionais importantes. O estudo publicado na revista científica Health Psychology Review, chamado “ Emotional response to testing positive for human papillomavirus at cervical cancer screening: a mixed method systematic review with meta-analysis ”, aponta que mulheres que recebem resultado positivo para o vírus frequentemente relatam sentimentos como ansiedade, medo e culpa.
Segundo os pesquisadores, essas reações muitas vezes vão além da preocupação com a saúde física e estão ligadas ao estigma ainda associado ao HPV, já que ele é classificado como uma infecção sexualmente transmissível (IST).
De acordo com Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves, ginecologista do Delboni Salomão Zoppi e coordenadora médica do setor de Genitoscopia da regional São Paulo da Dasa, a forma como o diagnóstico é comunicado pode fazer grande diferença para o bem-estar emocional da paciente.
“O diagnóstico de HPV pode gerar um impacto psicológico significativo. Por isso, é fundamental que o atendimento médico seja empático e informativo, ajudando a desmistificar a infecção e acolher o paciente”, explica.

Ansiedade é uma das reações mais comuns

A pesquisa mostra que a ansiedade costuma ser a emoção predominante após o diagnóstico. Muitas pacientes associam imediatamente o HPV ao câncer ou à infertilidade, o que aumenta o nível de preocupação.
No entanto, esse sofrimento emocional nem sempre está relacionado à gravidade do quadro clínico. Segundo especialistas, mesmo quando exames como a citologia apresentam resultados normais, muitas mulheres permanecem em estado de alerta.
Outro fator que contribui para o impacto emocional é a falta de informação sobre o vírus. Muitas pessoas ficam surpresas ao descobrir que o HPV é extremamente comum . Estima-se que cerca de 80% da população mundial terá contato com o vírus em algum momento da vida.
Além disso, sentimentos como vergonha ou repulsa em relação ao próprio corpo ainda podem aparecer em algumas pacientes, o que pode dificultar até mesmo a realização de exames preventivos.

Autocoleta pode facilitar o diagnóstico

Diante desse cenário, novas tecnologias vêm sendo utilizadas para ampliar o acesso ao diagnóstico do HPV. Uma das alternativas é a autocoleta para detecção do vírus. Nesse método, a própria paciente coleta uma amostra de secreção vaginal em casa, utilizando um kit específico que posteriormente é enviado para análise em laboratório.
“O exame é um teste molecular que identifica o DNA do papilomavírus humano e detecta os tipos de alto risco, especialmente os tipos 16 e 18, associados ao câncer do colo do útero”, explica Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves.
Apesar da praticidade, o exame não é um autoteste com resultado imediato. Trata-se de uma autocoleta, ou seja, a amostra é enviada para análise laboratorial especializada. Segundo a médica, essa estratégia pode ajudar a ampliar o acesso ao rastreamento , principalmente entre mulheres que enfrentam dificuldades para realizar exames presenciais.
O uso de tecnologia de ponta é essencial para um diagnóstico preciso do HPV (Imagem: Jagoda_Mazurek | Shutterstock)
O uso de tecnologia de ponta é essencial para um diagnóstico preciso do HPV Crédito: Imagem: Jagoda_Mazurek | Shutterstock

Teste molecular já faz parte do rastreamento

Outra ferramenta importante para o diagnóstico é o teste de DNA-HPV com genotipagem, que já está disponível no Brasil, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse exame molecular detecta o material genético do vírus e identifica os tipos considerados de alto risco antes mesmo que alterações celulares sejam visíveis. O teste é indicado principalmente para mulheres entre 30 e 64 anos, podendo ser repetido a cada cinco anos quando o resultado é negativo.
Segundo especialistas, a incorporação dessas tecnologias deve caminhar com uma abordagem mais humanizada no cuidado à saúde. “O uso de tecnologia de ponta é essencial para um diagnóstico preciso, mas o paciente também precisa se sentir acolhido e livre de julgamentos”, reforça Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves.

HPV pode permanecer no organismo por décadas

Um dos aspectos que ainda gera dúvidas entre os pacientes é o tempo de permanência do vírus no organismo. Em alguns casos, o HPV pode permanecer latente por anos ou até décadas antes de se manifestar.
Entre os cânceres associados ao HPV , o câncer do colo do útero é um dos mais conhecidos. A doença pode surgir quando o sistema imunológico não consegue eliminar o vírus e ocorre o desenvolvimento de células anormais no colo do útero.
Na maioria das vezes, a infecção é transitória e eliminada naturalmente pelo organismo. No entanto, quando causada por tipos virais de alto risco e persistente ao longo do tempo, pode evoluir para lesões pré-cancerígenas e tumores malignos.

Prevenção ainda é a melhor estratégia

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil, com cerca de 17.010 novos casos por ano no triênio 2023-2025.
Para Adriana Bittencourt Campaner, ginecologista e médica colposcopista da Dasa e do Alta Diagnósticos, a prevenção é fundamental para reduzir a incidência da doença. “Cerca de 70% das mortes por câncer de colo do útero poderiam ser evitadas com vacinação contra o HPV e exames de rastreamento realizados regularmente”, destaca a especialista.
Por Mariana Durante

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Câmeras particulares podem ser integradas ao videomonitoramento da polícia no ES
Imagem de destaque
Suspeita de matar casal em Minas Gerais teria fugido para o ES
Segurança
Eleições no ES: Ferraço diz que escolha de vice será 'decisão coletiva'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados