Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Secretário de Educação considera "preocupante" escolha do comando do MEC
Vitor Vogas

Secretário de Educação considera "preocupante" escolha do comando do MEC

"Estão querendo trocar uma visão ideológica por outra. A discussão sobre educação está muito ideologizada", afirma Haroldo Corrêa Rocha

Publicado em 23 de Novembro de 2018 às 17:24

Públicado em 

23 nov 2018 às 17:24
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Haroldo Corrêa Rocha, secretário de Estado da Educação Crédito: Fred Loureiro/Secom-ES
O secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, classifica como "preocupante" a escolha feita pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para comandar o Ministério da Educação. Na última quarta-feira (21),
da área em seu governo.
Rodriguez defende uma Educação com "valores tradicionais" e tem pensamento alinhado ao projeto "Escola sem Partido", defendido por Jair Bolsonaro e seus filhos. Para Haroldo, a escolha do próximo ministro representa uma discussão sobre Educação baseada em uma "visão ideológica", no seu entendimento equivocada.
"É preocupante. Não é disso que a educação brasileira precisa nem é o que vai fazer a nossa educação melhorar. Essa discussão [sobre o Escola sem Partido] é desnecessária e periférica. É um exagero dizer que a maioria dos professores são marxistas e que só passam aos alunos as suas próprias visões ideológicas. É claro que alguns professores fazem isso, mas a própria escola tem mecanismos de controle, de autoproteção e de garantia da pluralidade. Estão querendo trocar uma visão ideológica por outra. A discussão sobre educação está muito ideologizada", opina o secretário estadual.
A declaração foi dada por ele na tarde desta sexta-feira (23), durante o 13º Encontro de Lideranças, promovido pela Rede Gazeta.
Haroldo foi secretário de Educação durante todo o atual governo Paulo Hartung, de janeiro de 2011 até o momento. Também comandou a pasta no governo passado de Hartung (2007-2010).
Para o secretário, também é um erro tentar simplesmente proibir discussões sobre sexo e identidade de gênero em salas de aula. Primeiro, porque essa censura não vai dar certo. "A escola nunca vai deixar de discutir gênero, sexualidade."
Segundo, porque essa censura tem o efeito colateral de agravar o problema da gravidez na adolescência.
PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO
Haroldo destaca que, em sua passagem anterior pela Secretaria de Educação, a partir de 2007, o governo realizou um programa de conscientização de estudantes da rede estadual de ensino médio, chamado "Na real: gravidez na adolescência não é legal".
Por meio de oficinas, educadores levaram informações sobre reprodução humana, DSTs e gravidez na adolescência para mais de 100 mil adolescentes em todo o Espírito Santo. "Tudo a partir do corpo humano, com informações científicas", relembra o secretário.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Idoso de 74 anos morre após batida entre picape e caminhonete em Jaguaré
Imagem de destaque
Motorista foge de blitz e capota carro com esposa e filho de 2 anos em Cariacica
Imagem de destaque
O 'sonho mexicano': americanas se mudam para o país vizinho para viver com maridos deportados

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados