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Ziriguidum

Se disseram "não", já sabem, né?

As justificativas das notas dos 27 julgadores do Grupo Especial de Vitória foram entregues nesta sexta. Será que vai ter contestação?

Publicado em 10 de Fevereiro de 2018 às 18:19

Públicado em 

10 fev 2018 às 18:19

Colunista

Muito bonito prefeituras e governos do Estado e empresas privadas de todo o país incentivarem campanhas contra o assédio no carnaval. Frases como “Depois do não, é tudo assédio” e “Fantasia não é convite” fazem parte da ação da Prefeitura de Vitória, por exemplo. No governo do Estado, a frase foi “Se ela disser não, é não!”. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal também lançou campanha nas redes sociais. Já passou da hora de pararem de achar que o clima de fervo e os corpos expostos dão autorização para toques e falas intimidadoras.
Campanha de conscientização Crédito: Reprodução
Igualdade
Mas o que seria bonito mesmo é que todas as empresas, privadas e públicas, desse Brasilzão incentivassem o respeito e a igualdade não só no carnaval e não só externamente. Os casos de assédio sexual no trabalho ainda pipocam e homens em cargos e com salários mais altos ainda são uma realidade. Igualar isso aí é mostrar que, na relação entre gêneros, ninguém tem mais poder que ninguém.
Criativo
Se há algo dividindo corações de foliões e folionas, é a tal fantasia de unicórnio. As lojas abarrotadas de body e de arcos sobre o tema não deixam mentir que a figura, que já brilhava nos últimos carnavais, invadiu de vez os festejos deste ano. Há quem critique o excesso de unicórnios (dizem que falta criatividade, essas coisas...). No mais, se não está ofendendo ninguém, cada um com sua fantasia, né não?
Pochete
Outra que também ganhou as graças na indumentária oficial da folia é a pochete, que passou quase duas décadas no limbo dos itens mais constrangedores, tadinha. Hoje tem pochete em diversos tipos de formato, como boca, abacaxi, cachorro, nuvem, arco-íris... Tinha passado da hora de acessório tão prático ser resgatado. (Sou fã mesmo)
MC Loma relança clipe Crédito: Reprodução
Lacração
O vídeo caseirão de MC Loma e as Gêmeas Lacração com a música “Envolvimento” já não reina tanto entre nós. Ontem o trio gravou um novo clipe, com a produção de KondZilla – aquela produtora que assina tudo quanto é vídeo de hits de funkeiros. As amigas deixaram o cenário simples para trás e filmaram em um condomínio, com Loma conduzida por um motorista particular e sendo abanada, como uma rainha. Ontem à noite, a música estava no topo das paradas do Spotify e era a 6ª mais tocada no Brasil. Foto: Reprodução/YouTube
Não é fantasia
No mais, se for para pegar no pé de alguma caracterização nesse carnaval, há sempre quem pinte a pele de preto, coloque peruca afro e lasque batom vermelho nos lábios e no entorno com a ideia de aumentá-los. Mulher ou homem negro não é fantasia, tá, gente?
Bloco Afro Kizomba
O primeiro bloco afro do Espírito Santo, como descreveu um de seus coordenadores, Lula Rocha, vai misturar humor e militância hoje, com concentração a partir das 15 horas, em frente ao Museu Capixaba do Negro, o Mucane. “Vamos vir com uma batida diferente, trazer para cá o ritmo dos blocos tradicionais da Bahia, como Olodum e Filhos de Gandhy, e misturar com nosso ritmo, o congo”, diz Lula.
Festeiro
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), negou ontem que tenha algo contra o carnaval. Visitou o sambódromo, participou da vistoria que liberou o local para os desfiles das escolas de samba e, já em outro local, fez a entrega da chave da cidade ao Rei Momo. “Não é verdade que o prefeito tenha qualquer preconceito contra o carnaval. Fiz todos os esforços para fazer a festa com todo o brilho, como sempre será.”
Estraçalhado
Sobre a violência no Rio, ele disse: “Vivemos com o coração estraçalhado com tanta violência, e tantos bairros necessitando de tanta coisa para ser feita”. Que o digam os moradores.
Carnaval em Salvador Crédito: Jefferson Dias/Prefeitura do Salvador
Lenda
O cantor Saulo foi uma das atrações do segundo dia oficial, ontem, do carnaval de Salvador. No repertório, hits de seu antigo grupo, a Banda Eva, e outros axés retrô, as mesmas músicas que ele deve ter cantado em uma das lendas de Vitória, o 214. Foto: Jefferson Dias/Prefeitura de Salvador

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