O Espírito Santo recuperou um antigo ritual econômico: o crescimento acima da média brasileira. Em 2017, o avanço local de 1,7% foi quase o dobro do nacional, 1% – mesmo sem estar em operação um dos mais potentes motores do dinamismo local, a Samarco.
Esse ritmo de recuperação é importante para o Estado, que amargou queda de 9,3% no seu PIB em 2016. A indústria, com alta de 1,7% na produção em 2017 (puxada por petróleo, gás e minério), a agricultura, com salto de 25% na safra de conilon, e o comércio, com expansão de 7% em 2017 no volume de vendas ampliado (que inclui veículos, peças e material de construção) formam uma nova configuração econômica capixaba.
Já o impulso de 13,2% nas vendas do setor de alimentos indica nova movimentação no consumo e traz esperanças sobre aumento de emprego, renda e arrecadação. Outra boa sinalização é a retomada de lançamentos da construção civil, de grande influência no PIB.
As perspectivas de aceleração do ritmo estadual neste ano e nos próximos têm como uma das principais referências os investimentos anunciados pelas maiores empresas – ArcelorMittal Tubarão, Vale, Fibria e Petrobras –, totalizando R$ 10,8 bilhões para incrementar processos produtivos. Sem dúvida, haverá reflexos positivos na demanda de bens e serviços a pequenas e médias empresas, exigindo delas esforço competitivo.
A sobretaxação da importação de aço pelos EUA é um fato marcante no cenário econômico. Afetará as exportações do Brasil e do Espírito Santo – que vende anualmente para aquele país 1 milhão de toneladas – e causará impacto no comércio global. No entanto, estão mantidas as estimativas de avanço em 2018 nos negócios entre países e regiões. Compete às empresas que atuam no solo capixaba buscar oportunidades.