Um quarto de 8 metros quadrados para ser dividido entre dois filhos, sendo um menino e uma menina. Qual a solução? A criatividade.
A arquiteta Luciane Veiga soube muito bem aproveitar o espaço num apartamento de uma casal com dois filhos. “Além de um espaço pequeno, tinha um nicho. Após vários estudos, decidimos setorizar o ambiente do quarto usando um espaço para dormir, optando pela beliche, e outro para estudar com mesinhas”, conta a arquiteta.
No projeto fica claro que a mãe das crianças optou por não usar as cores rosa e azul. “Essas cores deixaria o quarto muito infantil e não poderia usar por mais tempo. Por isso optamos por uma paleta do cinza e candy colors como amarelo e verde”, conta Luciane.
A iluminação é em pontos específicos e o mobiliário foi desenhado pela arquiteta. “Fiz dois armários pequenos, um para cada um, usando cores apenas nas portas. Para ele também tem uma bancada de estudo e para ela uma penteadeira”, diz.
Espírito aventureiro
Alheios à ultrapassada discussão se azul é cor de menino ou rosa de menina - de volta à pauta após uma declaração da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves - arquitetos e decoradores mostram que quando o assunto é decoração esse assunto também é ultrapassado.
A arquiteta Janaina Faria criou um quarto para um menino de três anos e uma menina recém-nascida. “O ambiente precisava ser lúdico e a decoração deveria acolher os dois. O ambiente reflete a personalidade da família, que é muito alegre, tem espírito aventureiro e são adeptos da filosofia montessoriana na educação dos seus filhos”, diz.
Ela não se prendeu a uma paleta de cores definidas. “Partimos de uma ideia de trazer cores vivas e estimulantes ao desenvolvimento da criança, representados nos elementos da natureza presentes no painel e nos detalhes da decoração”, conta. Os detalhes da decoração também são os brinquedos que podem ser utilizados na diversão, como almofadas e adornos.
A arquiteta não investiu em marcenaria fixa. “Preferimos móveis e peças soltas que podem facilmente serem reaproveitados ao passo que a criança vai mudando de fase. Essa opção também vai de encontro a economia e é uma excelente opção para quem mora em apartamentos alugados”.
Quarto lúdico
Já a designer de interiores Georgia Mendonça pensou em um quarto lúdico, divertido e atemporal. “Um ambiente para iniciar a vida deles e que pode mudar a cara com pequenos adornos e de acordo com a idade da criança. Quis remeter a brincadeira de criança como de índio, animal silvestre e natureza. A temática de cabaninha e índio trouxe esse lado lúdico para o quarto”, diz.
A cor escolhida é a berinjela e a designer optou pelo uso da madeira, com objetivo de trazer aconchego. “Deixei o centro do quarto com circulação mais livre para brincadeiras, deitar no chão e chamar um amiguinho para dormir. Dei prioridade para preencher as paredes”.