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Exame de cinco minutos pode prever o risco de demência, diz estudo

Doença estaria associada a maior pulsação arterial, que desencadearia declínio cognitivo

Publicado em 12 de Novembro de 2018 às 14:31

Publicado em 

12 nov 2018 às 14:31
Demência pode estar associada à maior pressão arterial, diz estudo Crédito: Camilla Maia / Agência O Globo
Um exame que dura apenas cinco minutos e é indolor pode ser responsável por prever o risco de demência em pacientes anos antes que a doença comece a se desenvolver e apresentar sintomas. Com a ajuda de um aparelho de ultrassom que analisa vasos sanguíneos do pescoço, cientistas analisaram e monitoraram mais de 3 mil participantes por 15 anos, encontrando relação entre a doença e pulsações arteriais mais fortes.
Segundo o estudo conduzido pela University College London (UCL) a partir de 2002, pessoas que apresentam uma pulsação mais forte no pescoço têm maior predisposição a apresentar declínio cognitivo, um dos indicativos de demência — de acordo com o que mostraram os participantes analisados no estudo. Seguindo o resultado, os cientistas esperam que o exame possa funcionar sistematicamente como uma forma de prevenir a doença.
Uma pulsação arterial mais forte é responsável por um dano maior aos vasos sanguíneos, de acordo com o estudo. Cerca de um quarto dos 3.191 participantes tinham pulsação arterial acima do comum — todos eles tiveram um declínio cognitivo 50% maior que o restante dos examinados. Isso representa cerca de um ano e meio a mais de declínio que o normal. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, lembrou que a demência é um resultado combinado.
— A demência é o resultado final de décadas de danos, então quando as pessoas têm a doença, já é tarde para fazer qualquer coisa. O que estamos tentando afirmar é que é preciso identificar o quanto antes aqueles que estão no grupo de risco e tratá-los — disse Scott Chiesa, da UCL, à BBC.
Para prevenir a doença, é preciso ter uma dieta saudável, fazer exercícios regularmente, além de ter uma pressão sanguínea e níveis de colesterol controlados. O próximo passo é usar exames de ressonância magnética para identificar mudanças estruturais nos cérebros das pessoas com predisposição à demência.
Carol Routledge, diretora no Alzheimer's Research UK, afirmou que ainda não era possível cravar que os exames de ultrassom contemplados no estudo poderiam ajudar no diagnóstico, no entanto.
— O que temos certeza é que a vascularização no cérebro é incrivelmente importante, e que manter uma pressão cardíaca e sanguínea saudável está associada a um risco menor de desenvolver demência — disse ela à BBC.

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