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Efeitos colaterais reduzidos

Crioterapia: tratamento que evita queda de cabelo durante quimio

A apresentadora Ana Furtado, que está em tratamento contra câncer de mama, é adepta da técnica que traz benefícios que vão além da estética
Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 ago 2018 às 13:43

Publicado em 28 de Agosto de 2018 às 13:43

A apresentadora Ana Furtado falou sobre a crioterapia Crédito: Reprodução/Instagram
A queda de cabelo é uma das etapas mais temidas por mulheres e homens que lutam contra o câncer. O efeito colateral da quimioterapia é muito mais que um problema estético, ele expõe o paciente a um estigma social. A apresentadora Ana Furtado, que enfrenta a doença de maneira pública nas redes sociais e em programas da Rede Globo, recorreu a crioterapia para evitar perder os fios durante o tratamento de quimioterapia.
Com a crioterapia, o paciente tem a chance de perder apenas 20 a 30% dos fios, no entanto o resultado varia de acordo com o medicamento quimioterápico usado. O oncologista da unidade São Paulo, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Daniel Gimenes, alerta que a crioterapia precisa ser indicada e acompanhada por um médico oncologista. Para ser eficaz, a técnica precisa acompanhar desde a primeira sessão de quimioterapia.
“A imagem pesa demais. É muito duro ser estigmatizado pelo câncer, ficar abatido. A crioterapia favorece o bem-estar, minimiza o clima de ‘coitadinho’ e fica mais fácil tocar a vida”, diz o médico.
A experiência de Célia Lins, que passou por 12 sessões de quimioterapia para tratar um câncer de mama, confirma esses benefícios. “Com a crioterapia, você não perde sua identidade, você se olha no espelho e está inteira, você não fica com aparência debilitada. Minhas filhas me fortaleceram, mais ainda porque elas viam que eu estava bem, viam que eu ainda era a mãe delas.”
O resultado estético também atendeu as expectativas. “Ao receber o diagnóstico, uma das primeiras coisas que você pensa é que vai ficar careca, mas eu mantive cerca de 90% do meu cabelo, apenas na parte superior da cabeça que caiu um pouco”, relata Célia.
Uma hora antes da infusão de quimioterapia, é colocado no paciente um capacete revestido por um gel em temperatura de 4º C.
O aparelho permanece conectado ao paciente durante a medicação e é retirado uma hora após o término da sessão de tratamento. Durante a crioterapia, que dura entre três e quatro horas, a pessoa tem uma sensação térmica de 15ºC e pode sentir frio e dor de cabeça.
ENTENDA COMO FUNCIONA A CRIOTERAPIA
O resfriamento diminui o fluxo sanguíneo para a raiz de cada fio de cabelo e, dessa maneira, o couro cabeludo fica menos exposto à agressão dos quimioterápicos.
QUAL É A SENSAÇÃO DO PACIENTE DURANTE A CRIOTERAPIA?
A sensação térmica do paciente é de 15º, ele pode sentir dor de cabeça, tontura. “Em geral, o frio é bem tolerado e os demais sintomas não são considerados como fatores que levam à desistência do procedimento pelos pacientes”, afirma o oncologista.
Célia conta que no início da sessão tomava um analgésico para diminuir o desconforto e que sentia dor mais intensa apenas no primeiros cinco minutos da técnica. “Nada que não seja suportável”, diz a aposentada.
QUEM NÃO PODE FAZER CRIOTERAPIA
A técnica é contraindicada para quem tem câncer hematológico, como leucemia e linfoma e para pessoas que têm alergia no couro cabeludo.

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