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Crônica

É hora de dizer: 'Não' é não!

A cronista Maria Sanz fala sobre o comportamento de alguns homens que continuam sendo muito machistas e muito agressivos

Publicado em 05 de Março de 2018 às 18:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 mar 2018 às 18:27
Não é não Crédito: Reprodução/Instagram
Sim, o amor acaba – isso quando começa...
Porque nem sempre é o caso... De modo que, meu caro, evite o ridículo e antigo ranço de achar que o “não” dela possa, quem sabe, querer dizer “talvez”... Uma espera por insistência, um chamado ao convencimento... Foi-se o tempo dessa especulação machista. Não é não, e ponto final.
Ou, contemporaneamente falando, pra dar “Match” ela também tem que dar “Like’, tá ligado?
Acabou o engano, o abuso, a linha distraidamente cruzada. Chega dessa auto-estima masculina hipertrofiada, capaz de julgar qualquer sinal de simpatia feminina como janela aberta para uma cantada – ou "contada", é porque tem homem que fala! E como fala.
Custou tempo e custou caro, mas finalmente aprendemos a manifestar nosso sinal vermelho – sonoro e aceso. Finalmente transborda a coragem de colocar um ponto final grifado – seguido de cinco exclamações em itálico – em qualquer relação abusiva, que faça mal ou ameace nossa felicidade.
Seja namorando, seja ficando, seja conhecendo, seja flertando; seja enrolada, seja casada, a regra é clara: “não somos obrigadas!”.
Sei que parece óbvio, mas merece nossa atenção: se a qualquer momento ela disser “não”, pare. Não é porque começou que tem que continuar.
Se ela disser que acabou; se ela não te quiser mais; se ela disser adeus ou te mandar dar o fora, então é isso, meu chapa. Ela não é obrigada a ficar com você – só porque você tem certeza absoluta de que é a última bolacha do pacote.
Não a culpe, não a julgue, não a difame e, obviamente, não a agrida de maneira nenhuma. Arraste sua dor para o bar, se escore num ombro amigo, ou chore escondido. Mas não faça o estúpido papel de achar que ela merece ser punida por não querer ficar contigo.
Não valorize tanto sua dor... Não glamurize seu sofrimento. Não dê de comer ao orgulho e à vaidade. Não se vingue, não destrua, não magoe, não machuque. Não seja covarde, ao contrário, “seje homi, cabra!”.
Se afaste, mantenha distância ou passe a visitar o divã de um terapeuta. Viaje pra longe, faça novos amigos ou o que mais for preciso para aprender a respeita-lá.
Entenda bem, mulher (mesmo que seja a sua) não é propriedade. Quando ela diz não, é não.
Mulher não foi feita para te agradar. Quando ela diz não, é não.
De mini-saia, no baile ou na praia; de bustiê, no escritório ou na sala de casa. Quando ela diz não, é não.
Sóbria ou embriagada. Não é não.
Não importa a circunstância: é sempre nossa essa decisão.
Finalmente, você, homem lúcido, que sabe bem tudo isso, passe adiante. Convença aquele seu amigo machista, que ainda agride verbalmente ou abusa emocionalmente de mulheres. Convoque-o a rever esse comportamento inaceitável e nocivo. E explique o óbvio, se preciso: abuso e agressão contra a mulher são crimes. É grave. Gravíssimo.

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