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Dicas de português

A crase deixa você crazy? Veja as regras para nunca mais errar

Ei, atenção aqui, resida: em 99,587% das vezes, a crase só é usada em termos femininos, segundo apurou o nosso Instituto de Pesquisas “Futura e Pretérita”

Publicado em 19 de Setembro de 2022 às 18:16

Andréia Pegoretti

Publicado em 

19 set 2022 às 18:16
A crase deixa você crazy? Calma, não há motivos para pânico. Crase tem método. Ela é tinhosa, mas dá para domá-la. A mais fácil das regras é:  crase, na imensa maioria das vezes, não antecede palavras masculinas.
Ei, atenção aqui, resida: em 99,587% das vezes, a crase só é usada em termos femininos, segundo apurou o nosso Instituto de Pesquisas  Futura e Pretérita (IFP), também conhecido pelo nome fantasia  Instituto Fachetti e Pegoretti.
Interessante, né?
Para colocar os pingos nos is (ou melhor, o acento grave no a), a  própria crase mandou um comunicado para a nossa redação. Leia com atenção o manifesto "Isso é grave". 
"Eu, a crase, venho a público declarar que não aceito a companhia de termos masculinos. Não me obrigue a conviver com eles. ISSO É GRAVE! Soa revoltante deparar-se com erros no sistema, em textos como: 'Eu compro à prazo'; 'Falo à respeito dessa pessoa'; 'Eu me referi à Paulo'; 'Eu venho à público me manifestar'."
Crase - Complicada e perfeitinha
Sim, meus queridos e minhas queridas. A crase é milituda. Termos masculinos não passarão na maioria das vezes.
Mas há exceções. A crase permite-se ser acompanhada por termos masculinos nestas situações abaixo: 

01

Quando temos a palavra “aquele” (ou "aqueles"/ou "aquilo") usada com verbos que pedem preposição "a" na regência.

Exemplo: “Refiro-me àqueles homens que me assediaram”. Àquele = a (preposição) + aquele. “Vou assistir àquele filme.” "Eu assisti àquilo. Lamentável."  

02

Quando significar “à moda de"

 “Estou vestida à Gianni Versace”. // “Ele fez um saque jornada nas estrelas à Bernardo.” Muito pouco usado, não é?
Agora vamos um pouco mais fundo nesta análise.  Crase tem fórmula: a + a = à. Ou seja, a artigo + a preposição = à. Isso é quase matemática.   E o que a gente conclui disso. Veja:

À (feminino) = Ao (masculino)

100% dos residentes têm de saber essa regra. Fonte: IFP (Instituto  Fachetti & Pegoretti)
Agora fica fácil. Então, quando pinta a dúvida, é só fazer a adequação ao gênero na oração. Se couber "ao", pode cravar: a frase no feminino tem "à". Mais fácil explicar com exemplos.
Crase: a regra
Crase: a regra Crédito: Reprodução/Instagram Linguaruda.br

Eu me referi À filha caçula de Maria.

Tem crase porque na analogia temos: Eu me referi AO filho caçula de Maria.

Eu assisti À série “House of Cards”.

Tem crase porque na analogia temos: Eu assisti AO filme da sessão das 22h.

Eu me referi a ela.

NÃO tem crase porque na analogia temos: Eu me referi A ele --- e não ao ele.
Aêêêê.... Fim de aula. Mas todas essas regras vão garantir nossa imunidade AOS erros (ÀS falhas ----- olha aí)? Não. Todo mundo, por desatenção, pode derrapar. Mas, como diz o grande  pagodeiro contemporâneo, nunca é "tardezinha" para declarar: a gente foi feliz tentando acertar.  Rá. 

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