O mercado imobiliário costuma dividir os compradores, basicamente, em dois grupos. O que compra para uso, para morar ou montar um negócio próprio; e o investidor, que compra pensando na preservação do patrimônio ou em alugar e gerar renda. Em comum entre os dois é o interesse na valorização do seu imóvel.
Entretanto, o preço dos imóveis ficou estagnado nos últimos anos, sua valorização ficou abaixo da inflação e, em alguns casos, chegou a perder valor. A boa notícia é que este cenário começa a mudar. A redução da taxa básica de juros da economia pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para 6,5% ao ano gera um impacto brutal na atratividade dos imóveis.
Com a taxa de juros a 14% ao ano, como tivemos no ano passado, o melhor investimento é deixar o dinheiro no banco. Afinal, para que correr riscos se podemos ter um bom retorno sem sair de casa? Com a taxa atual de 6,5% a.a., o investidor terá que considerar outras alternativas se quiser de fato rentabilizar seu patrimônio.
Um bom investimento, por definição, ocorre quando você compra um bem por um valor abaixo do que acredita valer ou valerá em futuro próximo. E isto nos leva ao início de nossa conversa: o preço dos imóveis está estagnado há três anos e, para o investidor disposto a gastar sola de sapato, é possível encontrar ótimas oportunidades abaixo do custo de reposição. Os melhores negócios são feitos quanto existem mais vendedores do que compradores.
Entretanto, esta situação não irá permanecer, desta maneira, por muito tempo. A recuperação do Brasil irá se consolidar em 2018, a melhoria da economia e a redução do desemprego trarão de volta a confiança das pessoas em comprar seu imóvel e, por consequência, a valorização do seu preço.
A máxima de quem chega primeiro tem água limpa está mais atual que nunca, e não adianta esperar que a valorização dos imóveis vire novamente manchete dos jornais para conseguir condições que estão disponíveis hoje no mercado.
*O autor é engenheiro civil e especialista em mercado imobiliário