Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Cadê a obra?

Moradores cobram área de escape em 'curva da morte' na ES 164

Trecho que liga Cachoeiro a Vargem Alta ficou conhecido pelo número de acidentes graves registrados e aguarda mudanças desde 2017

Publicado em 02 de Junho de 2023 às 15:09

Redação Integrada

Publicado em 

02 jun 2023 às 15:09
Moradores de Soturno, em Cachoeiro de Itapemirim, cobram a implementação da área de escape na ES 164, que liga o município a Vargem Alta. Em entrevista à TV Gazeta Sul, a população que mora próximo à região conhecida como “curva da morte” relata o medo de passar pelo local, que registra acidentes de forma constante, e aguarda uma obra que ainda não saiu do papel.
Área de escape ES 164
Trecho da ES 164 é conhecido pelo alto índice de acidentes Crédito: Luiz Gonçalves
"Eu moro aqui tem 22 anos, literalmente embaixo da curva da morte,  mas a minha família vive aqui desde a década de 1950. Nós já vimos inúmeros acidentes. Não temos nem um número aproximado para dar. Nós já salvamos muita gente e já vimos muita desgraça aqui nessa serra”"
Luciano Sanches   - Comerciante
De acordo com os moradores, os acidentes no local também estão relacionados à imprudência dos motoristas, mas se devem principalmente em função dos perigos da própria via, que tem curvas íngremes e fechadas.
Moradores da região chegaram a instalar uma placa com um apelo para que motoristas redobrem os cuidados. “Já vimos muitos acidentes e são todos muito impactantes e muito assustadores”, relata a moradora Elma Bazini.
Área de escape ES 164
Placa instalada por moradores para alertar sobre o perigo da "curva da morte" Crédito: Luiz Gonçalves
Na manhã da última quarta-feira (31), um caminhão que transportava pó de pedra tombou e caiu em uma ribanceira no mesmo trecho. O caminhoneiro descia a serra de Soturno, na ES 164, quando perdeu o controle do veículo, bateu em uma mureta e tombou. O homem chegou a ficar preso às ferragens, mas foi socorrido com vida.
Desde 2017, época do anúncio da obra, o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) tem um projeto para implementação de uma rampa de escape no local, que ainda não foi realizada. Em setembro de 2021, quando o aviso da licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado, o órgão informou que esse tipo de solução vem sendo empregado no Brasil em vias com características semelhantes à ES 164, com curvas sinuosas.
Área de escape ES 164
Rodovia tem projeto para implementação de rampa de escape anunciado desde 2017 Crédito: Luiz Gonçalves
Procurado pela reportagem da TV Gazeta Sul na última quarta-feira (31), o DER-ES informou que o projeto ainda está em fase de elaboração e, assim que concluído, vai para a fase de licitação. O departamento também informou que o trecho de Soturno passou por uma nova sinalização horizontal e vertical, orientando os motoristas a trafegarem com cautela, respeitando o limite de velocidade.
Para quem precisa passar pelo local de forma constante, só o reforço na sinalização não é suficiente porque, devido ao peso do caminhão, muitos motoristas acabam perdendo o controle, mesmo andando dentro da velocidade permitida. “A área de escape, com certeza, é uma forma de salvar vidas. É uma serra íngreme, pesada. Se a pessoa não conhecer bem o local, acaba se envolvendo em acidente”, aponta o caminhoneiro Ricardo Lopes.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Flavia Mara Araújo morreu em prova de triatlo
Triatleta brasileira morre durante etapa do Ironman no Texas, nos EUA
Imagem BBC Brasil
Não gosta de se exercitar? Talvez esteja fazendo isso no momento errado do dia
Imagem de destaque
Armas, feminicídio e saúde mental: um debate que precisa de mais seriedade

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados