Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Previdência sofre de distorções social e moral
Arilda Teixeira

Previdência sofre de distorções social e moral

Cálculo de benefícios dos servidores públicos inviabilizou a sustentabilidade do sistema e gerou uma elite de brasileiros privilegiados

Publicado em 21 de Fevereiro de 2018 às 10:39

Públicado em 

21 fev 2018 às 10:39

Colunista

É fato que o déficit da Previdência é elevado e insustentável. Inclusive no curto prazo. Requer medida imediata para corrigi-lo, porque precisa tornar-se economicamente viável. Mesmo assim, há muita resistência à reforma do regime de previdência geral do país. Ao ponto de se ter distorcido o projeto original dessa reforma, retirando-lhe itens fundamentais para eliminar as distorções que levaram à sua insustentabilidade e, finalmente, adiado a votação da sua aprovação.
A resistência à mudança explica-se pelos fatores que levaram ao ponto de estrangulamento em que se encontra: critérios, economicamente questionáveis, para os cálculos dos benefícios dos servidores públicos, que foram sendo aprovados ao longo dos anos; o tempo e o percentual de contribuição desses servidores, insuficientes para que tivessem direito ao valor de benefício que estão tendo; as concessões de isenções de contribuições para grupos empresariais “parceiros” do governo.
Esse modus operandi inviabilizou a sustentabilidade da Previdência, porque gerou gasto sem provisionar receita. É uma distorção econômica. Por outro lado, gerou uma elite de brasileiros privilegiados, remunerados em patamar muito acima do nível de renda média do país (R$2150,00) e do piso de aposentadoria da maioria da população do país (R$954,00). É uma distorção social, para não dizer, moral.
O efeito sócio-econômico desse imbróglio recai sobre os demais beneficiários da Previdência – trabalhadores/contribuintes da iniciativa privada - que têm os valores dos seus pisos de aposentadorias represados, devido à falta de recursos para aumentá-los, porque as suas contribuições têm que pagar os (elevados) benefícios dos servidores públicos.
Considerando que a Previdência é um dos itens do orçamento público, seu déficit tem impacto direto sobre o volume de recursos disponíveis para as prestações dos serviços de utilidade pública – obrigação do Estado. Assim, compromete também o atendimento às necessidades da população. Não fazer a reforma da Previdência nos manterá reféns do desequilíbrio orçamentário e tudo que for subjacente a ele, inclusive injustiça social. É como ficamos.
* A autora é economista e professora universitária

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Os argumentos de Gilmar Mendes para que sessão do dia 15 também analise acusações contra Mendonça
Ministro do STF André Mendonça
Mendonça retira sigilo da investigação sobre 'Dark Horse' e outros processos do caso Master
Imagem de destaque
Gilmar sugere adiar sessão sobre Moraes e juntar caso a relatório que mira Mendonça

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados