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Vem aí uma década decisiva para salvar ecossistemas!

Instituída pela ONU, a Década da Restauração de Ecossistemas visa promover a restauração ecológica de espaços naturais degradados.

Publicado em 07/06/2021 às 07h06
Acervo
Ecossistemas. Crédito: Acervo

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de junho, teve uma importância global ainda maior neste ano. Nesta data, foi dado início à Década da Restauração de Ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), com objetivos urgentes e necessários: intensificar a restauração de ecossistemas degradados, combater a crise climática, melhorar a segurança alimentar e fortalecer a biodiversidade.

O lançamento mundial será marcado pelo anúncio de uma série de eventos e programações que visam despertar a humanidade para a questão ambiental e mobilizar cidadãos, governos e empresas na prevenção e reversão das causas da destruição dos espaços naturais.

Uma iniciativa urgente e que chega num momento especialmente preocupante, com especialistas alertando que os ecossistemas ao redor do mundo estão em colapso. A cada ano, o planeta vem perdendo 4,7 milhões de hectares de florestas e, ao longo do século passado, metade das áreas úmidas do mundo secaram. Segundo a ONU, a degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos compromete o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas em todo o planeta.

A Década da Restauração encerra outro importante movimento, realizado entre 2011 e 2020, a chamada Década da Biodiversidade, marcado pela ampla divulgação de fatos e estudos sobre o comprometimento da vida de vários grupos de animais e vegetais, assim como das consequências em ecossistemas terrestres inteiros. Neste período, também houve intensa mobilização de especialistas de todo o mundo na produção de inventários para ajudar os países participantes a terem seus sistemas de dados e de monitoramento atualizados e treinarem seus consultores.

Entre os muitos dados apurados naquela Década alguns são extremamente sérios: perdemos 70% dos grandes mamíferos do planeta, 35% das aves e 30% a 40% dos insetos úteis (especialmente abelhas). Nas águas, a situação também é bastante grave. Além dos danos causados pela sobrepesca (quando se retira mais peixes do que a natureza é capaz de repor), apenas 0,1 % dos mares e oceanos são cobertos pelos corais, responsáveis pelo sustento de cerca de 25% da vida marinha. A previsão é de que, em 2050, tenhamos mais componentes de plásticos nos oceanos do que peixes e outros animais marinhos.

Afim de somar esforços para mudar essa realidade e, ainda, preparar setores no Brasil para a Década da Restauração de Ecossistemas, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Grupo Cataratas reuniram dezenas de instituições e especialistas com trabalhos reconhecidos mundialmente, no final de novembro e início de dezembro passados, para o evento Conservação Integrada Summit, realizado em formato virtual e com transmissão pela internet.

No Espírito Santo, uma das ações mais bem sucedidas nas áreas de cuidado e preservação ambiental é o Prêmio Biguá de Sustentabilidade, realizado pela TV Gazeta Sul (Rede Gazeta) desde 2012. De acordo com a diretora das Regionais Norte e Noroeste da TV Gazeta, Maria Helena Vargas, a premiação faz parte desse esforço mundial em prol de um modelo de vida que respeite o meio ambiente, seja sustentável e possibilite às gerações futuras também usufruírem das riquezas naturais que utilizamos hoje.

“Há um esforço global no sentido de promover uma mudança na relação do homem com os recursos naturais. Os eventos climáticos que temos assistido nas últimas décadas - longas estiagens, aquecimento do clima, escassez de água, desertificação de grandes áreas, extinções de espécies da fauna e flora, poluição dos corpos hídricos, dentre outros - apontam para prejuízos econômicos e sociais gigantescos que colocam em risco as atuais e as futuras gerações. Esta é uma realidade que deve mobilizar a todos”, completou.

A próxima edição do Prêmio Biguá de Sustentabilidade já está programada e será estendida para mais regiões do Espírito Santo.

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