O prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), defendeu a forma de convênio que o governo Paulo Hartung está adotando com os municípios neste final de mandato. Esses acordos estão sendo contestados pela equipe de transição do governador eleito, Renato Casagrande, que pediu formalmente ao Tribunal de Contas do Estado a suspensão de 13 contratos para obras em seis cidades, inclusive Viana.
"Não acho que esses convênios vão comprometer financeiramente o próximo governo, uma vez que todo o dinheiro está sendo transferido para os municípios, sem pendências. Para nós, prefeitos, é o modelo mais eficiente porque, com o dinheiro em caixa da prefeitura, os empreiteiros têm condições de entregar a obra mais rapidamente e com preço menor", sustenta Gilson Daniel.
O prefeito cita como exemplo de ineficiência os repasses de convênios com o governo federal. Segundo ele, o dinheiro demora a chegar aos municípios, o que acaba comprometendo o ritmo das obras. "Essas obras demoram mais que o dobro do tempo que deveriam demorar", destaca.
Em relação à ação de Casagrande no Tribunal de Contas, Gilson Daniel diz que vai aguardar, mas ressalta que não há nada de irregular nos convênios. "Todos os prefeitos querem entregar obras, é do nosso interesse. E o modelo atual, que é o de licitar a obra já com o dinheiro em caixa, é o melhor para os municípios."